Marcílio chegou ao Guarani de forma discreta. Jovem, pouco conhecido e vindo de uma passagem pelo futebol português, possivelmente não era o jogador que a torcida esperava para ocupar uma das funções mais criticadas nos últimos anos. Mas é justamente dessa mesma maneira reservada que ele tem se consolidado na equipe. Depois de ganhar a posição no início da Série A2, o lateral-esquerdo engatou uma sequência de jogos e hoje tem status de titular incontestável do time.
A primeira chance veio na terceira rodada, no jogo contra o São Bernardo. Antes, Salomão havia sido titular nas partidas contra Oeste e Nacional, mas, muito por conta das atuações do ano passado, já não contava com tanto prestígio das arquibancadas e acabou sacado. Desde então, são dez partidas consecutivas com Marcílio sendo o dono da posição.
Embora a sequência seja comemorada, o lateral-esquerdo sabe da responsabilidade que tem e a importância de sempre provar seu valor. Ciente das cobranças que seus antecessores receberam – antes de Salomão, Gilton era um dos principais alvos -, o jogador espera continuar aproveitando as oportunidades.
“Eu via como a lateral-esquerda estava. Acho que todos os laterais que passaram aqui foram bem, mas não deram certo com o time. Consegui meu espaço, o professor me escolheu e estou aproveitando minha chance”, disse o camisa 6 em entrevista nesta quarta-feira. “Vim para cá mostrar o que eu queria, que era jogar e fazer todo mundo gostar de mim, como tem gostado”.
Preservado do treino desta quarta-feira por conta do desgaste, Marcílio não preocupa para o jogo contra o Penapolense, domingo, no Brinco de Ouro. Até porque em jogo que pode garantir a classificação bugrina à próxima fase e com expectativa de casa cheia, ninguém quer ficar de fora. “Tá todo mundo esperando chegar logo domingo. Vai dar muita gente no estádio e esperamos sair com a vitória e classificados”.