Regularizados pelo Guarani no último dia de inscrições da Série A2 do Paulista, Anderson e Alef possuem duas coisas em comum: além de serem zagueiros, ambos vêm de recuperações recentes de lesões sofridas no joelho. A precaução dentro do clube com as condições dos jogadores existe, mas, segundo o Dr. Raí Alves da Cruz, médico do Bugre, as avalições realizadas são consideradas positivas e a projeção é que, ainda nessa primeira fase, a dupla esteja à disposição do técnico Umberto Louzer.
Anderson, que chega por empréstimo do Grêmio até o final da temporada, se lesionou no primeiro jogo do ano, em 17 de janeiro, pelo Campeonato Gaúcho. O problema foi no ligamento colateral lateral do joelho direito, mas não foi necessária intervenção cirúrgica. O zagueiro iniciou o tratamento no Sul e, em Campinas, foi examinado e não apresentou nenhum resquício da contusão.
“A lesão foi prontamente curada no Grêmio e o Anderson chegou pra gente com plenas condições de jogo. Passou por uma avaliação minuciosa conosco no departamento médico e não apresentou nenhuma limitação”, explicou o Dr. Raí, em entrevista à Rádio Brasil. “Ele também passou por testes funcionais com o Paulo Moreira, nosso fisioterapeuta, e está bem. Esperamos que ele faça uma boa temporada”.
Segundo o médico bugrino, Anderson não está mais no DM e a utilização dele depende da comissão técnica, mas, na visão clínica, a expectativa é que isso possa acontecer em breve. “A lesão que ele teve tira o jogador por cerca de três semanas e já se passaram oito semanas. O atleta não sente nenhuma dor e será liberado para a fase de transição. Quem pode dar um prognóstico melhor é a preparação física, mas ele está confiante, vinha treinando. A questão é só o condicionamento físico”.
Raí também falou do retorno de Alef. Contratado no ano passado, o zagueiro fez apenas duas partidas com a camisa bugrina – a última em 22 de março – sofreu uma lesão no ligamento cruzado do joelho e, após a cirurgia, ficou em recuperação por cerca de nove meses. Há 20 dias, ele foi liberado para os treinamentos e tem participado das atividades com o grupo. Por parte do departamento médico, também não há qualquer preocupação.
“É um jogador que está em plenas condições, já fazendo a transição. Há três semanas, ele passou por avaliação conosco, um teste isocinético para constatar possíveis descompensações, mas estava bem legal o exame dele, nenhuma alteração. Já colocamos ele à disposição da preparação física para fazer transição e está muito bem”, avalia o médico.
Com o departamento médico praticamente vazio, a única preocupação atual é com Caíque. O atacante se recupera de uma pubalgia, tem feito alguns trabalhos em campo, mas de forma isolada e a expectativa é de que, ainda nesta fase de classificação da Série A2, ele possa ser aproveitado.