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Bugrinos não encontram justificativas para péssima atuação

Jogadores são econômicos ao comentar a derrota para o Paysandu em pleno Brinco de Ouro

Capitão do time, o volante Ricardinho admitiu como inadmissível o que a equipe apresentou no tropeço diante do Paysandu (Foto: Luciano Claudino/Código 19)

Os poucos jogadores do Guarani que se dispuseram a conceder entrevistas após a derrota por 2 a 0 para o Paysandu, neste sábado, não encontravam palavras para justificar a atuação do time, que foi amplamente dominado pelo adversário em pleno Brinco de Ouro. Entre pedidos de desculpas e desabafos, a única unanimidade é que o desempenho da equipe foi inadmissível.

“Temos que pedir desculpas. A gente sabe que em casa tinha que se impor. Tem que assumir a responsabilidade porque não fizemos uma boa partida. Melhorar o comportamento para a reta final porque o campeonato não acabou. Tem mais duas partidas”, disse Agenor. “A gente entrou para fazer nosso resultado e sabia que o time deles precisava buscar. Entramos apático e não nos impusemos. Não tivemos atitude”, acrescentou.

O zagueiro Philipe Maia, que após o empate com o Figueirense falou da importância do time finalizar a temporada com dignidade, foi econômico ao explicar as razões do péssimo futebol da equipe. “Lamentável, um resultado péssimo. Não fizemos uma boa partida, não fomos felizes nas jogadas. Não tem muito o que falar. É concentrar para terminar bem a competição”.

Já o volante Ricardinho foi um pouco mais duro na análise sobre o jogo e o momento do Guarani no campeonato. Depois de chegar a brigar pelo acesso há algumas rodadas, a equipe entrou em declínio total e agora, a duas rodadas do final, nem chances matemáticas tem de ficar entre os quatro primeiros.

“Chegou um momento da competição em que tudo que poderia ser falado foi falado e tudo que poderia ser treinado foi treinado. Pra resumir tudo em uma palavra, é inadmissível. Não dá para justificar para torcedor, diretoria, até comissão técnica. Somos nós em campo que resolvemos o problema”, cobrou o capitão. “Ao longo do campeonato, a equipe foi regular, mas na hora do algo a mais não conseguir nem fazer um simples. Houve um momento em que o Umberto falou que o bom não servia, tinha que ser ótimo. Não fizemos nem o bom”, completou.

Na 9ª posição, com 50 pontos, o Guarani definitivamente apenas cumpre tabela nas últimas duas rodadas da Série B do Brasileiro. A equipe terá uma semana de preparação para o jogo contra o Brasil de Pelotas, sábado que vem, fora de casa. Depois, no dia 24, encerra sua participação no torneio diante do Londrina, no Brinco de Ouro.

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