Desde o ano passado até o início da atual edição da Série B do Brasileiro, o Guarani teve momentos ruins atuando como visitante e chegou a ter a pior campanha do campeonato nessa condição, mas esse desempenho mudou radicalmente e o Bugre ‘aprendeu’ a jogar fora de casa. Não à toa, sofreu apenas uma derrota nos últimos sete jogos longe de seus domínios e essa melhora é trunfo da equipe na partida contra o Criciúma, terça-feira, às 19h15, no Estádio Heriberto Hülse.
Os números apontam claramente essa evolução. Nos primeiros quatro compromissos longe de Campinas, o Alviverde somou apenas um ponto em 12 disputados (aproveitamento de 8,3%), com um empate diante do Goiás e derrotas para Fortaleza, Atlético-GO e Juventude.
A primeira vitória viria apenas em 5 de junho, quando o Guarani derrotou o CSA em Maceió por 2 a 1, de virada, e acabou com o jejum de mais de 11 meses sem triunfar fora de casa pela segunda divisão – a anterior havia sido em julho de 2017, sobre o ABC, em Natal.
Desde então, o Bugre mantém uma série de bons resultados como visitante, com três vitórias (Oeste, Londrina e Sampaio Corrêa), dois empates (Avaí e no Dérbi do último sábado) e apenas a derrota para o Paysandu. Nesse período, são 14 pontos conquistados em 21 disputados e aproveitamento de 66,7%.
No geral, a campanha da equipe fora de casa é a oitava melhor da Série B, com 15 pontos conquistados em 11 partidas. São melhores visitantes que o Guarani apenas Avaí, Ponte Preta, Figueirense, Fortaleza, Vila Nova, Goiás e CSA.
Para o técnico Umberto Louzer, a melhora na produtividade é sinal de amadurecimento do grupo. Nessa reta final do campeonato, o mais importante, segundo o comandante, é somar os pontos. “Quando vira turno, a competição fica cada vez mais difícil. Fico feliz porque em todos os jogos, dentro e fora de casa, estamos tomando a iniciativa. É nesse processo que vamos, em acreditar e ter coragem e ousadia para jogar”.
Na sexta posição da Série B, com 36 pontos, o Guarani visita o Criciúma, nesta terça-feira, às 19h15, com a chance de, pelo menos provisoriamente, ocupar um lugar no G4. O adversário, por outro lado, é apenas o 14º colocado, mas tem a mesma pontuação do Brasil de Pelotas, que abre a zona de rebaixamento (25 pontos).