O Guarani que vai a São Luís para enfrentar o Sampaio Corrêa busca a recuperação na Série B do Brasileiro, quer continuar na briga por uma vaga no G4 e tentará também afastar um rótulo que incomoda bastante, que é o de ser o ‘reabilitador’ de adversários em má fase. Isso já aconteceu durante o campeonato e outra prova será no final de semana, afinal o rival de sábado não vence há dez rodadas no torneio.
Das sete derrotas bugrinas, três foram diante de times que não passavam por um bom momento. Quando foi a Caxias do Sul, o Alviverde mediu forças com um Juventude que havia conseguido apenas um resultado positivo nos últimos sete jogos. Quando a bola rolou, porém, os gaúchos venceram por 1 a 0.
Recentemente, isso aconteceu em duas partidas seguidas com o Guarani. Primeiro foi ao receber o Figueirense, que não havia vencido nos quatro compromissos anteriores, mas chegou no Brinco de Ouro, ganhou por 3 a 2 e conseguiu a reabilitação dentro do campeonato. Em seguida, o Bugre não aproveitou a sequência negativa de oito jogos do Paysandu e foi derrotado por 1 a 0.
A fase do Sampaio Corrêa consegue ser ainda mais ruim. A última vitória pelo torneio nacional aconteceu há mais de dois meses – 2 a 0 sobre o Oeste em 9 de junho. De lá para cá, são três empates e sete derrotas e uma queda brusca na tabela de classificação, já que a Bolívia Querida despencou da 10ª para a 19ª posição, com a mesma pontuação do lanterna Boa Esporte.
Curiosamente, no início desse jejum pela Série B, o clube maranhense conseguiu o inédito feito de ser campeão da Copa do Nordeste, depois de eliminar Vitória, ABC e conquistar o título diante do Bahia em plena Fonte Nova. Na época, o time era dirigido por Roberto Fonseca, mas ele foi demitido após a sequência de tropeços e Paulo Roberto Santos, ex-São Bento e que passou pelo Bugre em 2015, é o novo treinador.