Agenor é o novo goleiro do Guarani. Depois de rescindir com o Sport, o jogador de 28 anos esteve no Brinco de Ouro na quarta-feira e definiu os últimos detalhes do contrato, assinado até o final do Campeonato Paulista do ano que vem. Ao chegar com status de titular, o reforço bugrino vai reviver uma antiga disputa. No clube, ele e Oliveira voltam a ser concorrentes diretos de posição após três anos.
Os dois eram goleiros do Joinville em 2015 e tiveram uma briga boa pela titularidade naquela temporada. Agenor chegava por empréstimo do Internacional, ao passo que Oliveira já estava em seu terceiro ano na equipe catarinense, mas sem ainda ter recebido muitas chances.
Quem saiu na frente foi Oliveira. Ele atuou durante toda a campanha do Estadual – o Joinville foi campeão no campo, mas perdeu o título para o Figueirense no tapetão -, a primeira fase da Copa do Brasil e as primeiras sete rodadas da Série A do Campeonato Brasileiro. Coincidentemente, esse foi o período de permanência do técnico Hemerson Maria no comando do clube.
Quando a diretoria do JEC optou pela mudança de treinador e Adilson Baptista foi contratado, de imediato Oliveira perdeu espaço e Agenor foi alçado ao posto de titular. Novo dono da posição, ele não saiu mais da equipe mesmo depois de uma nova troca no comando e a chegada de Paulo César Gusmão.
No total, Oliveira disputou 28 jogos naquela temporada, somou 2.520 minutos em campo e sofreu 24 gols. Já Agenor esteve presente em 33 partidas, com 2;970 minutos e foi vazado 41 vezes na campanha que culminou no rebaixamento do Joinville para a Série B.
Naquele ano, um fato curioso marcou essa disputa por posição. Em uma partida contra o Flamengo, pelo Brasileiro, quando Agenor já havia assumido a camisa 1, torcedores do clube levaram uma faixa ao estádio com os dizeres: ‘A torcida quer Oliveira’. A equipe catarinense perdeu aquela partida por 1 a 0, mas Agenor teve boa atuação e, a partir de então, as críticas cessaram.
“Confesso que fiz metade do aquecimento e não vi a faixa, até foi o Oliveira que me alertou. Eu a encaro com normalidade, acho que as críticas sempre vão existir. O jogador precisa encarar de maneira melhor possível. Esta faixa específica, por sinal, serve de inspiração para melhorar. Mas não ligo muito para essas coisas”, disse o goleiro naquela ocasião.

Faixa da torcida do Joinville em apoio a Oliveira quando Agenor tornou-se o titular da equipe (Foto: João Lucas Cardoso/Globoesporte.com)
Em 2016, os dois quase protagonizaram uma nova concorrência. Depois de disputar o Campeonato Paulista emprestado ao Linense, Oliveira voltou ao Joinville para a Série B, mas o reencontro com Agenor durou pouquíssimo tempo. Após duas partidas, o então titular foi vendido ao Sport e deixou o clube.
Agora, essa história continua no Guarani. Contratado após a saída de Bruno Brígido para o futebol português, Oliveira foi titular nas últimas cinco partidas, mas não conquistou a confiança de torcida, comissão técnica e diretoria. Agenor chega para ser titular, mas terá outra vez pelo caminho um velho conhecido, que provavelmente fará de tudo para levar a melhor nessa briga.