Ainda é apenas o começo de uma trajetória, mas Willian Oliveira precisou de apenas três jogos para, com boas atuações, mostrar que merece ser titular do Guarani. Após ganhar uma oportunidade com a saída do então capitão Baraka, o volante agarrou a chance e já toma conta da posição. O momento é favorável para o jogador, que exalta esse início e lembra do apoio familiar, fundamental desde que ele chegou na base do Fluminense, em 2012.
As estatísticas individuais de Willian na Série B apontam um jogador bastante participativo, seja na fase defensiva ou na ofensiva. Contra Oeste, Coritiba e Figueirense, ele acertou 126 dos 138 passes que tentou (91,3% de eficiência). Além disso, somou duas finalizações, quatro assistências para finalizações, seis desarmes e dez rebatidas. Responsável pelo combate no meio-campo e pela saída de bola, tem formado uma dupla de destaque ao lado de Ricardinho.
Na visão do próprio jogador, o rendimento é positivo. “Agradeço pelo reconhecimento, vinha trabalhando em busca dessa oportunidade. Sou um cara crítico, mas acho que entrei bem. Mas penso muito no hoje, os outros ficaram no passado. No próximo tenho mais um objetivo e oportunidade de mostrar meu futebol. Sei que, se deixar a desejar, os elogios viram críticas”, admite.
No clube há mais de dois meses, o volante precisou de paciência, afinal, por mais que estivesse bem nos treinamentos, a titularidade era absoluta de Baraka. Ele soube esperar e acredita que a chance apareceu no momento certo.
“O Baraka estava vivendo um grande momento e deixou um legado aqui. Sei da responsabilidade que é dar continuidade nisso. Espero corresponder e fico muito feliz porque Deus separou um grande momento pra mim e para os outros que estão recebendo oportunidade agora”, revela.
Para não deixar Willian desanimar em momento algum, uma figura faz questão de acompanhar cada passo dele. É o ‘seo’ Osmar, pai do jogador e que está em todos os treinamentos e partidas do filho desde o começo da carreira. Foi muito por influência do pai, também, que o volante não desistiu mesmo em momentos complicados.
“Desde que subi para o profissional em 2013, ele está comigo. Fui para o Sport, ele estava comigo. No Goiás, América, todo lugar que fui levei ele comigo. No momento em que a situação estava meio complicada, era o cara que estava do meu lado”, conta. “Quando eu era pequeno, quando muita gente disse que não ia aconteceu, que eu estava dando murro em ponta de faca, só ele acreditou em mim e não virou as coisas. A torcida dele é mais do que positiva”.