Apenas na semana passada, o Guarani viu três atletas do elenco se despedirem e diminuírem as opções do técnico Umberto Louzer. É bem verdade que a única perda sentida foi a do lateral-direito Lenon, titular absoluto da equipe, enquanto Pedro Bortoluzo jogou pouco e depois ficou sem espaço, e Rafael Franco sequer chegou a ser relacionado. O risco de novas saídas, no entanto, existe, como admitido pelo próprio treinador, e a necessidade de busca por reforços aumenta, mas o clube age com cautela à espera de definições.
A carência mais escancarada acabou se tornando a lateral-direita. As únicas alternativas à disposição atualmente são Kevin, que está no clube desde o ano passado e ainda não foi capaz de convencer e Bruno Souza, jogador que ainda não atuou nenhuma vez na temporada. A prioridade é trazer um atleta mais experiente e que venha para chegar e já poder jogar.
Outra situação que tira o sono da comissão técnica é em relação às opções para o ataque nas beiradas do campo. Na Série A2, um dos pontos altos da equipe era a velocidade e movimentação constantes promovidas por Bruno Nazário e Erik. Com o primeiro prestes a sair e o segundo numa terrível fase técnica, Louzer ainda não conseguiu encontrar peças que possam corresponder à altura.
Já foram testados na função Guilherme, Rafael Longuine, Caíque e até o volante Denner, mas nenhum deles entregou desempenho capaz de justificar a titularidade, muito por conta de terem características diferentes das imaginadas. Aquele que talvez mais se encaixe nesse perfil é Kauê, mas atuou apenas uma vez entrando durante o segundo tempo e não apresenta as melhores condições físicas para se candidatar a uma vaga.
Em contatos constantes com o departamento de futebol e a diretoria, Umberto Louzer espera que pelo menos alguns de seus pedidos sejam atendidos e de preferência com rapidez. O treinador, porém, sabe das dificuldades encontradas e não esbanja otimismo ao falar da possibilidade de ganhar mais jogadores.
“Nesse momento existem especulações e não gosto muito de comentar. Vou conversar com a diretoria para saber em que pé está cada situação. Temos que olhar para o grupo, dar continuidade a quem está aqui. O elenco não está fechado e atletas de qualidade são bem-vindos. Temos que nos fortalecer para o decorrer da competição”, explica o treinador bugrino.