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Em má fase, Argel indica Criciúma com estratégia de ‘time pequeno’

Catarinenses perderam todos os jogos na Série B e querem sair de Campinas com pelo menos um ponto

Argel está pressionado pelo começo ruim de campeonato, mas confia na recuperação do time: 'as coisas vão melhorar' (Foto: Caio Marcelo/Criciúma EC)

O duelo desta terça-feira no Brinco de Ouro colocará frente a frente dois times em momentos conturbados. Se o Guarani vem machucado por duas derrotas consecutivas, principalmente o Dérbi, é possível dizer que, em termos de tabela, a situação do Criciúma é ainda pior. Sem sequer um ponto após quatro rodadas, o time catarinense vive péssima fase e a urgência para que os resultados negativos terminem é tão grande que o técnico Argel Fucks indica até uma mudança de estratégia para enfrentar o Bugre.

“Nesse momento, todo mundo tem que pensar em se defender. Jogar como time pequeno e depois sair para tentar matar o jogo. A gente vem tomando bastante gols e quase 50% foram em falhas individuais e coletivas. Diminuindo isso, ficamos muito perto de ganhar a partida”, comentou antes da viagem a Campinas.

Segundo técnico do Tigre na temporada, – substituiu Lisca após péssimo início de Campeonato Catarinense – Argel sabe que um novo tropeço pode até custar seu cargo. Por isso, qualquer ponto conquistado fora de casa é de suma importância.

“Estamos todos preocupados com a fase ruim. Temos tido um bom desempenho. Pelo que produzimos, não merecíamos perder os quatro jogos, mas o resultado não veio e a pressão aumenta. Estamos fazendo tudo que está ao nosso alcance, o possível e o impossível para vencer. A competição é difícil e pontuar lá (em Campinas) é fundamental”, ressaltou.

Para o treinador, o momento ruim é passageiro, mas só com uma vitória a confiança poderá voltar e permitir que a equipe busque uma reação. “É momento de falar pouco e trabalhar muito. Todo mundo sabe que precisa render mais, individualmente e coletivamente. Precisamos fazer um bom jogo e acreditar que isso é uma fase, todas as equipes vão passar por isso. A partir do momento que pontuar, conquistar uma vitória, as coisas vão melhorar rapidamente”, destaca.

Sobre o Guarani, Argel disse ter assistido ao Dérbi e deu a entender que pretende utilizar a mesma estratégia da Ponte Preta, que é marcar forte e tentar explorar os contra-ataques nos espaços que serão dados pelos donos da casa.

“Vi o jogo, a Ponte mereceu ganhar. Foi melhor, teve as melhores chances e poderia ser um placar mais elástico se não fosse o Bruno (Brígido, goleiro bugrino). Nós viemos de derrota, o Guarani vem de derrota. São duas equipes que precisam buscar o resultado. Nós vamos com a humildade de primeiro marcar e depois jogar”, admitiu.

O treinador ainda disse que alertou sobre as bolas paradas do Bugre, que são, segundo ele, a principal arma da equipe Alviverde. “O Guarani tem uma boa bola parada, principalmente ofensiva. O Rondinelly, que foi meu jogador na Portuguesa, bate bem, tem dois zagueiros que atacam bem a bola. É uma equipe bem trabalhada, que vem jogando junto há muito tempo. Nos preparamos bastante porque bola parada define muita coisa no futebol”, finalizou Argel, que dirigiu o Guarani por três meses em 2011 – deixou o clube após 15 partidas.

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