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Após momentos difíceis, Rafael Longuine busca recomeço no Guarani

Meia perdeu os pais no ano passado, ainda não jogou em 2018 e quer volta por cima

Regularizado, Rafael Longuine será relacionado para o Dérbi e se colocou à disposição para fazer sua estreia (Foto: Gabriel Ferrari/Guarani Press)

Volta por cima. É com esse sentimento que Rafael Longuine encara seu início de trajetória pelo Guarani. Emprestado pelo Santos até o final da temporada, o meia recebeu outros convites – alguns melhores financeiramente -, mas escolheu por um lugar em que sente que será valorizado. Após viver os piores momentos da vida particular e profissional nos últimos meses, o jogador quer aproveitar a oportunidade de um recomeço.

Destaque com a camisa do Osasco Audax em 2015, Longuine assinou contrato com o Santos pensando em estourar de vez. Teve seus altos e baixos, mas as coisas tomaram outro rumo a partir do dia 2 de maio do ano passado, quando ele recebeu a pior notícia possível. Em um acidente na rodovia BR-376, Wellington Longuine e Maria Fátima Longuine, pais do jogador, foram duas das quatro vítimas fatais de uma tragédia automobilística em Alto Paraná (PR).

Naturalmente abalado com o fato, o atleta também não conseguiu corresponder mais em campo. Foi emprestado ao Coritiba, mas atuou apenas sete partidas do Brasileiro de 2017. Na atual temporada, não jogou uma vez sequer no Peixe sob o comando do técnico Jair Ventura.

“Como todos sabem, o último ano foi muito complicado pessoalmente pra mim, mas Deus tem dado bastante força pra que eu e minha família, nós que ficamos, continuarmos vivendo, buscando nossos sonhos, objetivos. Sem dúvida nenhuma, espero ter esse recomeço, de realmente mostrar meu valor”, disse o meia nesta sexta-feira, ao ser apresentado oficialmente. “Sei do meu potencial e do que posso agregar ao clube”.

A negociação envolvendo a vinda de Longuine se arrastou por um tempo, já que o Santos não queria pagar a maior parte dos salários. Outros clubes manifestaram interesse, mas o Guarani e estar em Campinas, cidade da namorada, o fizeram ‘bater o pé’ e convencer o Santos a aceitar o empréstimo.

“Houve outras possibilidades, mas a partir do momento em que começamos a conversar com o Guarani, foi uma escolha muito pessoal. É um clube no qual eu tinha muita vontade de vir jogar, pela história, grandeza do clube, da torcida. Foi uma escolha muito pessoal, de se sentir valorizado, e espero que eu seja muito feliz aqui”.

Embora não tenha jogado nenhuma vez no ano, o meia foi aprovado pela comissão técnica nos trabalhos físicos e, como está regularizado, ficará à disposição do técnico Umberto Louzer começando no banco de reservas. A chance de estrear logo num Dérbi anima o jogador, que garante estar pronto se for acionado.

“Se o professor quiser me utilizar, estou à disposição. Ainda sinto a falta de ritmo, são três a quatro meses sem atuar e só treinando a parte física”, explica. “Mas a gente supera isso, é um momento de superação”, finaliza.

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