Praticamente o elenco inteiro do Guarani esteve no palco montado no Brinco de Ouro para receber as medalhas e comemorar com o troféu de campeão. O único que não pôde comparecer fisicamente foi Wallace, mas ele não foi esquecido um minuto sequer e esteve bem representado na festa do título. Familiares do goleiro vieram de Ribeirão Preto para acompanhar a decisão e coube à Dona Fabiana ficar com a premiação que seria do filho, falecido em janeiro num acidente automobilístico.
Na volta a Campinas depois da série de homenagens que recebeu na vitória sobre o Batatais, logo após o episódio, Fabiana garantiu que, dessa vez, não era momento de chorar. “Hoje foi só festa. A gente veio para receber a medalha de campeão. Tinha certeza que seria campeão. Esses 25 dias que ele passou aqui, a gente só tem a agradecer o carinho e a força que todos nos deram. Foi tudo muito emocionante, mas prometi que não ia chorar. Estou muito feliz”, disse a mãe, que estava acompanhada da pequena Valentina, de seis meses, filha do goleiro.
As lembranças a Wallace não ficaram restritas apenas a medalha. Os jogadores foram a campo com o nome dele estampado nas camisas e o amigo Bruno Brígido fez um pedido ao clube para que usasse na decisão o número 12, que era do companheiro e não havia sido utilizada desde o falecimento.
Após o jogo, durante a volta olímpica, torcida e elenco se uniram em um só grito de ‘Wallace Eterno’ enquanto festejavam com a taça.
Para a mãe do goleiro, a relação com o último clube do filho agora é eterna. “Meu filho estava muito feliz aqui no Guarani. Esses 25 dias foram só felicidade. Ele passou por aqui e deixou alegria e paz para todos”, comentou. “O Guarani vai estar sempre no nosso coração. Família Wallace é Guarani para sempre”.