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Relembre todos os acessos do Bugre no Campeonato Paulista

Em dez participações na segunda divisão estadual, clubes conseguiu subir quatro vezes

Bruno Mendes, Bruno Nazário e Fumagalli comemora sobre o símbolo do Guarani: clube garante quarto acesso na A2 (Foto: Rodrigo Villalba/FPF)

O Guarani está de volta à elite do Campeonato Paulista! No quinto ano consecutivo disputando a Série A2, o clube alcançou o acesso ao derrotar na semifinais o XV de Piracicaba no Brinco de Ouro. Em dez participações na segunda divisão, o Bugre conseguiu, com a conquista desta quarta-feira, subir pela quarta vez, e o Nossa Taba relembra as outras campanhas que colocaram o Alviverde no primeiro patamar do futebol estadual.

1949
Em sua segunda temporada após a profissionalização, o Guarani foi um dos 47 clubes que disputou a segunda divisão paulista. Na primeira fase, os times eram divididos em quatro grupo, se enfrentavam em turno e returno e apenas o melhor de cada chave avançava à fase final. O Bugre fez parte da Série Vermelha e garantiu a primeira posição, logo à frente dos rivais Mogiana e Ponte Preta, com 19 vitórias, 2 empates e 3 derrotas.

Na fase final, o Alviverde se juntou a Batatais, Linense e Uchôa, outros ‘campeões de série’, e eles se enfrentaram também em turno e returno. Após seis rodadas, Guarani e Batatais terminaram com oito pontos e foi necessário um jogo desempate para definir quem garantiria a vaga na primeira divisão.

O confronto aconteceu em 12 de fevereiro de 1950 na Rua Javari, um campo neutro. Américo abriu o placar para o Batatais no primeiro tempo, mas o Bugre conseguiu a virada na etapa final com gols de Zico e Dorival. O lance do segundo tento gerou revolta dos adversários, que reclamaram de uma irregularidade no início da jogada, quando Godê teria conduzido a bola com a mão.

Após muita reclamação contra a arbitragem, os jogadores do Batatais deixaram o gramado da Javari. Após alguns minutos, o juiz inglês Mr. Sunderland deu o jogo por encerrado e, assim, o Guarani confirmou o primeiro acesso de sua história.

GUARANI 2 x 1 BATATAIS
12/02/1950 – Rua Javari

GUARANI: Arlindo, Orestes e Grita; Godê, Luis de Almeida e Alcides; Dorival, Piolim, China, Chiquinho e Zico.

BATATAIS: Rafael, Pixo e Stacis; Chorete, Goiano e Itamar; Dido, Américo, Tonho Rosa, Luisinho Rosa e Lombardini.

Gols: Américo, aos 24 minutos do primeiro tempo; Zico, aos 4 e Dorival, aos 34 minutos do segundo tempo.
Árbitro: Mr. Sunderland (Inglaterra).

2007
Após disputar 56 edições do Paulistão de maneira ininterrupta, o Alviverde teve o dissabor de voltar à segunda divisão em 2007. Logo depois de ser rebaixado para a Série C do Brasileiro pela primeira vez, o clube teve um início de temporada complicado. Dirigido por Waguinho Dias, o time venceu apenas duas partidas nas primeiras dez rodadas, o técnico foi demitido e José Luiz Carbone assumiu o comando.

Na estreia do novo treinador, o Bugre foi impiedosamente goleado pelo Rio Preto por 5 a 0. Curiosamente, o time embalou uma sequência positiva dali em diante, com oito partidas de invencibilidade, e garantiu classificação para a fase final na quarta colocação.

Num grupo com São José, Bandeirante de Birigui e Portuguesa, o Guarani fez seis jogos, venceu uma, empatou quatro e perdeu uma, mas ainda conseguiu a classificação. O triunfo redentor veio justamente na última partida, no confronto direto com o São José, no Brinco. Um gol contra de Carlão colocou o time da casa na frente, Deyvid ampliou e nem o gol de Márcio Ferrugem atrapalhou a festa da torcida bugrina pelo retorno à primeira divisão.

GUARANI 2 x 1 SÃO JOSÉ
29/4/2007 – Brinco de Ouro

GUARANI: Buzzetto; Xandão, Lino e Danilo Silva; Robinho, Macaé, Lucas (Dimas, 28’/1º), Gustavo (Vitor Rossini, 36’/2º) e Rogério; Lê e Deyvid (Assunção, 28’/2º). Técnico: José Luiz Carbone.

SÃO JOSÉ: Edinho; Renato, Carlão, Edmílson e Nilton; Everton (Márcio Ferrugem, 15’/2º), João Paulo, Glauco (Éverson, intervalo) e Bruno; Vandinho e Alex Cortês (Rafael Akai, 23/2º). Técnico: Toninho Moura.

Gols: Carlão (contra), aos 37 minutos do primeiro tempo; Deyvid, aos 21 e Márcio Ferrugem, aos 35 minutos do segundo tempo.
Público: 9.577 pagantes.
Árbitro: Wilson Luiz Seneme.

2011
A presença na elite durou apenas duas temporadas e logo o Guarani tinha que mais uma vez disputar a Série A2. Em um campeonato dividido em duas chaves, o Bugre integrou o grupo 2 e garantiu a quarta e última vaga na etapa seguinte, com 9 vitórias, 5 empates e 4 derrotas.

Na fase semifinal, os dois melhores do grupo garantiram o acesso. Dessa vez, a equipe campineira não passou por mais bocados. No primeiro turno, vitórias sobre São José e Rio Preto, e um empate fora de casa contra o Comercial encaminharam a classificação. No returno, após novo empate com o Comercial, a vitória por 4 a 2 sobre o Rio Preto, no Brinco de Ouro, confirmou a volta à elite.

GUARANI 4 x 2 RIO PRETO
24/4/2011 – Brinco de Ouro

GUARANI: Emerson; Chiquinho (Dadá, 20/2º), Neto, Aílson e Carlinhos; Carlos, Lusmar, Jefferson Luís e Rodrigo Paulista; Fabinho (Léo Cittadini, 38’/2) e Marcos Dener (Flávio, 30’/2º). Técnico: Vilson Tadei.

RIO PRETO: Rafael; Stevys (Gláucio, 4’/2º), Éder Baiano e Luciano; Marcelo Ferreira, Sérgio Manoel, Juninho, Geovane, Romarinho (Jô, 30’/2º) e Osmar Nícolas (Fernandinho, 30’/2º); Bruno Nunes. Técnico: Betão Alcântara.

Gols: Éder Baiano, aos 15, Jefferson Luís, aos 19, Osmar Nicolas, aos 41 e Jefferson Luís, aos 42 minutos do primeiro tempo; Jefferson Luís, aos 2 e Fabinho, aos 26 minutos do segundo tempo.
Público: 9.434 pagantes.
Árbitro: Welton Orlando Wohnrath.

2018
Nunca o Guarani havia disputado tantas edições seguidas da Série A2. Em seu quinto ano consecutivo no campeonato, o clube teve um momento de instabilidade no início, com duas derrotas em três partidas, mas depois que se encaixou, o Alviverde se tornou um dos sérios candidatos ao acesso. Prova disso foi a campanha incontestável de 10 vitórias, um empate e quatro derrotas na fase de classificação, que colocou o time no mata-mata pela primeira vez.

Com a liderança assegurada, o último obstáculo era o XV de Piracicaba num duelo regional cercado de rivalidade e tensão. Na primeira partida, o Bugre passou por alguns maus bocados, mas segurou a pressão adversário e garantiu um empate sem gols no jogo realizado no Barão da Serra Negra.

Na partida da volta, com o Brinco de Ouro tomado por mais de 15 mil bugrinos, o Guarani confirmou o favoritismo, bateu o Nhô Quim por 1 a 0  e fez a festa de seu torcedor, colocando um ponto final nessa longa passagem pela segunda divisão e garantindo seu retorno ao primeiro patamar do Campeonato Paulista.

GUARANI 1 x 0 XV DE PIRACICABA
4/4/2018 – Brinco de Ouro

GUARANI: Bruno Brígido; Lenon, Philipe Maia, Fernando Lombardi e Marcílio; Baraka e Ricardinho; Bruno Nazário (Caíque, 29/2º), Rondinelly (Denner, 35’/2º) e Erik; Bruno Mendes (Fumagalli, 37’/2º). Técnico: Umberto Louzer.

XV DE PIRACICABA: Samuel Pires; Oziel, Marcondes, Vinícius Simon e Fraga; Gilson (Norton, 21’/2º), Jonathan Costa e Fabinho (Rafael Gomes, 30’/2º); Jobinho, Everton e Bruninho (Maikon Aquino, 21’/2º). Técnico: Evaristo Piza.

Gol: Ricardinho, aos 2 minutos do segundo tempo.
Público: 15.816 pessoas.
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza.

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