Diminuir os erros de marcação e a quantidade de gols sofridos era uma obsessão do Guarani na primeira metade da Série B do Brasileiro e esse empenho começa a dar seus frutos agora, na reta final do campeonato. Não à toa, o Bugre, que chegou a ter uma das piores defesas do torneio, é o time menos vazado de todo o segundo turno em posto que divide com o Oeste.
Em nove partidas, são apenas seis gols sofridos, o que dá uma média de 0,67 por jogo – para efeito de comparação, no mesmo período do primeiro turno, a rede bugrina já havia balançado 11 vezes. E esse desempenho poderia ser ainda mais positivo, não fosse a derrota para o Fortaleza, na 20ª rodada, quando o Alviverde foi vazado três vezes. Daquela partida para cá, foram apenas mais três gols nos oito compromissos seguintes – dois na derrota para o Goiás e um no empate com o CRB.
“No primeiro turno, o time estava levando muitos gols, principalmente nos finais das partidas, mas trabalhamos bastante e vimos onde erramos para não cometer os mesmos erros”, explica o lateral-esquerdo Pará, um dos quatro titulares da linha defensiva. “Conseguimos amenizar isso e a equipe, no todo, trabalhando bastante para não sofrer tantos gols. A galera da frente também ajudando na marcação e, como conjunto, vamos procurar manter essa pegada”.
É impossível não relacionar a presença de dois jogadores a essa melhora defensiva do Guarani, afinal desde as estreias de Agenor e Fabrício o desempenho do setor melhorou drasticamente. O goleiro participou dos últimos oito jogos, sofreu três gols e em seis oportunidades saiu de campo sem ser vazado. Já o zagueiro disputou sete jogos e apenas duas vezes, ambas no jogo diante do Goiás, o adversário foi capaz de balançar a rede.
O bom momento faz com que o Bugre se aproxime da liderança no ranking de times que mais passam jogos sem sofrer gol. Até o momento, em 28 rodadas, já foram 11 vezes, assim como o CSA e a Ponte Preta. Quem está na frente é justamente o Vila Nova, próximo adversário do time, na sexta-feira, que tem a defesa menos vazada da Série B – levou 30 gols – e em 12 partidas não teve a meta superada.