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Terreno da Rodovia dos Bandeirantes vai a leilão novamente

Penhora é determinada pela Justiça por dívidas civis; Guarani contesta valor

Área do terreno da Bandeirantes em destaque no site que promove o leilão: avaliação de pouco mais de R$ 18 milhões é considerada vil pelo Guarani (Foto: Reprodução)

Se o imbróglio envolvendo o Estádio Brinco de Ouro chegou ao fim recentemente com a definição pela alienação para o Grupo Magnum, uma outra área de propriedade do Guarani volta a ficar na mira da Justiça. Por meio de uma decisão do juiz Celso Alves de Rezende, da 7ª Vara de Campinas, o terreno localizado na Rodovia dos Bandeirantes será levado a leilão judicial por conta de dívidas civis. O principal credor é a Empreendimentos Martin & Maffia LTDA, de Jundiaí, mas outros pagamentos serão realizados com o valor arrecadado.

O leilão será realizado online a partir da próxima segunda-feira e os lances podem ser realizados até o dia 18 de setembro. Segundo a empresa de leilões responsável pela hasta, há muita procura pelo imóvel em razão da localização prestigiada.

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o advogado João Maffia, que representa a empresa credora, explicou o caso. “Esse crédito é oriundo de serviços que foram prestados pela empresa minha cliente ao Guarani em relação a agenciamento de alguns jogadores. Esse processo já existe desde 2005, mas esse leilão não é apenas referente ao nosso crédito, que é ínfimo perto do valor do terreno que tem penhoras trabalhistas, fiscais e de outros credores”, disse. “Como nós somos a penhora mais antiga sobre o terreno ele passa a ser o processo piloto aos demais credores”.

Por parte do Guarani, a intenção é impedir a realização por conta do valor considerado vil. O lance inicial está estimado em R$ 17.762.283,91, mas segundo avaliações feitas pelo próprio clube a área é avaliada em R$ 23 milhões. “Iremos agravar pedindo a suspensão do leilão em razão do preço vil na avaliação”, disse o presidente Palmeron Mendes Filho.

O terreno que fica às margens da Rodovia dos Bandeirantes é alvo da Justiça há muito tempo. Em anos anteriores, foram realizados outros leilões, mas a área nunca chegou a ser arrematada. Em 2013, o imóvel sofreu uma desapropriação por parte da Rota das Bandeiras. Por ter cerca de 80% de área de preservação ambiental, o Guarani não cogitou o local como um eventual espaço para a futura construção da arena bugrina, mas havia a possibilidade de um entendimento para que lá fosse levantado um novo centro de treinamento.

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