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Estatísticas

Guarani 1 x 1 Vila Nova: o que as estatísticas mostram

Ligeira melhora do Bugre é castigada com falta de frieza no fim do jogo

Rafael Longuine foi quem mais buscou jogo no primeiro tempo e também foi participativo na etapa final: cansaço, meia deixou a equipe na reta final da partida e o Bugre não segurou o placar (Foto: Luciano Claudino/Código 19)

O Nossa Taba elogiou, após a vitória sobre o CSA, na terça-feira, a maturidade apresentada pelo Guarani para, depois de conseguir a virada, sustentar a vantagem até o final e comemorar um importante resultado positivo fora de casa. Contra o Vila Nova, porém, o time não apresentou a mesma característica. Após um primeiro tempo muito ruim e uma relativa melhora na etapa final, o Bugre não mostrou frieza nos instantes finais e cedeu a pressão dos goianos.

Umberto Louzer optou por repetir a estratégia que não deu certo no primeiro tempo em Maceió. Denner atuou novamente aberto pela esquerda, com Guilherme centralizado e Rafael Longuine pela direita. A lentidão no último terço e falta de movimentação para achar espaços na defesa adversária foram evidentes. O Bugre foi pouco ousado, terminou a partida sem conseguir sequer acertar um drible para quebrar a marcação.

Denner foi peça nula na fase ofensiva e Guilherme teve participação discretíssima. No primeiro tempo, o camisa 11 conseguiu apenas seis combinações com os outros dois meias. Ainda assim, foi dele a principal oportunidade da etapa inicial, em chute que passou perto.

O lado direito foi a única válvula de escape. Por lá, Lenon, Ricardinho e Rafael Longuine trabalharam quase que todas as jogadas da equipe. O time trocou 219 passes para acertar apenas duas finalizações a gol. Com 47% de posse de bola no meio e apenas 19% no campo de ataque, o Alviverde ficou refém de uma alternativa só e não teve sucesso.

Quando trocou Denner por Caíque no intervalo, Umberto Louzer ganhou um atleta com características mais ofensivas e que poderia deixar o time menos dependente de apenas um tipo de jogada. O problema é que a equipe seguia sem ajudar pelo lado esquerdo. Pará outra vez enervou a torcida – o lateral foi, disparado, quem mais errou passes no time (10) e perdeu a bola cinco vezes.

A entrada de Anselmo Ramon tinha por objetivo tornar a equipe mais aguda, mas a aposta não funcionou da maneira imaginada. Ele e Bruno Mendes se aproximaram poucas vezes e não conseguiram nenhuma combinação. Caíque, invertido pelo lado direito, também não deu a dinâmica necessária.

Ainda assim, o Guarani era melhor do que o Vila Nova e conseguia dominar o adversário. Faltava o lance certeiro para abrir o placar. Certamente ele não estava em nenhuma das estratégias traçadas antes da partida, mas coube a Ricardinho – responsável por duas das apenas cinco finalizações certas da equipe – acertar uma pancada de longe com muita felicidade para fazer 1 a 0.

A reação imediata do Bugre após o gol foi de recuar as linhas. A entrada do volante Willian Oliveira fortaleceu o setor de marcação e o time até conseguia controlar bem o jogo até os 40 minutos. Os instantes finais, porém, foram dramáticos e os números comprovam isso.

Os donos da casa não finalizaram nenhuma vez depois do gol de Ricardinho, enquanto o Vila Nova teve quatro tentativas. Foram 12 lançamentos (cerca de 30% do total) na ânsia de se desfazer da bola. Mesmo com dois jogadores de porte físico para segurar a bola, casos de Anselmo Ramon e Bruno Mendes, o Bugre não conseguiu deixar o adversário longe de seu campo. Além disso, o Alviverde não foi capaz de fazer um desarme para puxar contra-ataque.

Dono da posse de bola e de toda a iniciativa, a equipe goiana teve o mérito de não desistir em momento algum. Até o último lance do jogo, tentou martelar o Guarani e conseguiu o contestado pênalti cometido por Caíque em Juninho para deixar tudo igual.

O empate foi um castigo muito duro para o Guarani, que até pode questionar a atuação da arbitragem, mas não pode esconder que não soube segurar o resultado. Pior ainda, ofereceu caminhos para que o adversário tivesse a oportunidade de alterar o placar do jogo.

Confira as principais estatísticas do jogo (via FootStats)

Posse de bola: Guarani 55,5% x 44,5% Vila Nova
Passes certos: Guarani 360 x 227 Vila Nova
Passes errados: Guarani 34 x 41 Vila Nova
Finalizações certas: Guarani 5 x 6 Vila Nova
Finalizações erradas: Guarani 8 x 6 Vila Nova
Desarmes: Guarani 5 x 10 Vila Nova
Cruzamentos: Guarani 25 x 27 Vila Nova
Lançamentos: Guarani 42 x 46 Vila Nova
Escanteios: Guarani 4 x 4 Vila Nova
Faltas cometidas: Guarani 18 x 23 Vila Nova
Rebatidas: Guarani 31 x 32 Vila Nova

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