Umberto Louzer sempre comenta que não tem por hábito ‘saborear’ as vitórias. Após uma partida, independentemente do resultado, a tarefa é ver pontos altos e baixos da equipe e já pensar no próximo compromisso. Foi assim que o técnico do Guarani agiu após o fim do jejum fora de casa e será assim para a sequência de duas partidas no Brinco. Com a possibilidade da equipe entrar no G4, o comandante bugrino quer um time ligado para potencializar o triunfo conquistado na última rodada.
A vitória sobre o CSA aproximou o Bugre do pelotão da frente. Diante de Vila Nova e São Bento – ambos em casa -, a equipe tem a chance concreta de, com seis pontos, figurar no grupo dos quatro primeiros. Estar nesse bolo, segundo o treinador, é o objetivo de momento.
“A partir do momento que vencemos o CSA, o dever do treinador é visualizar o que fez de positivo e negativo, corrigir e projetar o jogo seguinte. Os dois jogos em casa são de muita importância e temos que encarar dessa maneira”, analisa Louzer. “Precisamos valorizar o sacrifício feito e, com um jogo equilibrado e consistente, ir em busca da vitória. Após a rodada veremos a possibilidade de já entrar no G4, mas o mais importante é ficar próximo desse grupo de frente”.
Apesar de ter 75% de aproveitamento após quatro jogos no Brinco – três vitórias e uma derrota – ainda paira alguma desconfiança sobre o time. Nessa série diante do torcedor, a possibilidade de recuperar o prestígio também motiva, mas, para que isso aconteça, é preciso fazer por onde.
“O termômetro somos nós, os atletas que vão a campo. O que tivermos de performance e desempenho acaba contagiando o torcedor. Contamos com esse apoio do início ao fim para que façamos um grande jogo e possamos dar continuidade ao bom momento e a esse processo de evolução”, destaca o treinador.
Em relação ao adversário, o comandante bugrino não projeta moleza. A fase ruim do Vila Nova, que não venceu nenhuma vez nas últimas cinco rodadas, de maneira nenhuma ilude ou provoca qualquer tipo de sentimento de favoritismo.
“É um adversário organizado, competitivo e que joga junto há muito tempo. Não vejo facilidade e nem fragilidade”, aponta. “Precisamos nos impor para não proporcionar o jogo reativo deles. Não podemos abdicar de agredir para ter o controle da partida e vencer”.