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Louzer define fator emocional como maior desafio na reta final

Técnico diz que ansiedade por sonho do acesso à elite precisa ser controlada

Na figura de comandante, Umberto Louzer enfatiza a importância de manter o equilíbrio: 'é motivo de orgulho, mas me traz responsabilidade ainda maior' (Foto: Luciano Claudino/Código 19)

O sonho do acesso à elite do Campeonato Brasileiro anima a todos no Guarani. Com 44 pontos após 28 rodadas, a equipe conseguiu espantar sem problemas qualquer risco de rebaixamento e tem agora como única meta estar entre os quatro melhores. Para que isso se torne realidade, porém, é preciso encarar alguns desafios na reta final. E o maior deles nas dez partidas que faltam da Série B é, segundo o técnico Umberto Louzer, controlar o fator emocional.

Em cima disso, várias coisas estão envolvidas. Há a ansiedade por poder colocar o nome na história, a pressão de ter que buscar os resultados positivos, bem como a responsabilidade de manter o padrão lá em cima para que o time consiga continuar forte nessa disputa.

“O maior desafio é o fator emocional. É conversar diariamente com os atletas, mostrar as possibilidades, o que estamos vivendo, o que temos de perspectiva e o que esse acesso significa para jogadores, comissão técnica e clube. É nessa linha que trabalhamos”, diz o treinador. “Na questão de evolução conseguimos ajustes dando ênfase em treinamento e estudando adversários, mas o fator emocional é preponderante para continuar nessa briga e coroar esse ano brilhante que a gente tem vivido”.

Na figura de comandante da equipe, Louzer sabe que é ele quem mais precisa transparecer essa serenidade. Particularmente, porém, também não é fácil segurar a ansiedade, principalmente ao se observar o histórico do técnico, que era auxiliar, foi efetivado e, logo em seu primeiro ano, acumula melhores resultados que nenhum profissional conseguiu no Brinco nas últimas temporadas.

“Por ser o primeiro ano de trabalho, me sinto privilegiado. É motivo de orgulho, mas me traz responsabilidade ainda maior. Procuro me manter equilibrado e estudando diariamente para evoluir como profissional. No dia a dia, fazer meu máximo para retribuir o carinho da arquibancada e de todas as pessoas que oportunizaram essa chance”, destaca.

“Precisamos trabalhar o emocional e a ansiedade. Os atletas veem em você essa imagem de segurança e a gente tem que estar bem equilibrado para nortear em que caminho seguir e isso possa desenvolver os atletas dentro de campo”, acrescenta.

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