Após quatro anos de batalha, o atacante Silas perdeu a luta para a leucemia e teve morte confirmada na noite de terça-feira. O ex-jogador do Guarani, de apenas 31 anos, estava internado desde o dia 2 de maio deste ano no Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC), em São Paulo após receber o transplante de medula óssea. Natural de Santarém (PA), ele será enterrado na cidade.
Silas foi diagnosticado com a doença pouco quando fazia pré-temporada com o Capivariano, no final de 2014. A partir dali, iniciou a caminhada em busca da cura. O tratamento como quimioterapia funcionou parcialmente, tanto é que em 2016 o jogador tentou voltou aos gramados pela Penapolense. Em dezembro do mesmo ano, porém, a doença retornou com mais força.
A solução era um tratamento que existia apenas nos Estados Unidos ao custo de 300 mil dólares. Silas fez vários apelos públicos por ajuda e uma campanha foi realizada para arrecadar o valor suficiente. No final de 2017, ele até conseguiu o tratamento sem custos, mas uma infecção no pulmão atrapalhou os planos.
Em junho, Silas conseguiu o transplante de medula óssea e fazia o tratamento no Instituto Brasileiro de Controle do Câncer, mas o quadro piorou nos últimos dias e o ex-jogador não resistiu após uma nova infecção no pulmão.
Silas iniciou sua carreira no Mogi Mirim e depois passou por vários clubes, inclusive com experiências em Portugal e Suiça. Os principais momentos do atacante, porém, foram pelo Capivariano. Em três passagens, foram 30 gols marcados em 60 partidas e o acesso para a Série A1 do Paulista em 2014. No Guarani, o jogador chegou por intermédio do técnico Evaristo Piza. Em 16 partidas, anotou quatro gols na Série C da mesma temporada.