A notícia do fim do Esporte Interativo na grade de televisão por assinatura caiu como uma bomba no meio do esporte nacional por conta dos acordos firmados pelo canal para transmissão do Campeonato Brasileiro a partir do ano que vem. Um dos clubes que assinaram com a emissora foi o Guarani, mas, segundo o presidente Palmeron Mendes Filho, não há intenção do clube pela quebra de contrato.
Durante sua passagem pelo Rio de Janeiro na quinta-feira, o mandatário bugrino aproveitou para discutir o futuro dos clubes que fecharam com o EI. Além do Alviverde, outros 13 negociaram seus direitos de transmissão em televisão fechada: Atlético-PR, Bahia, Ceará, Internacional, Palmeiras, Paraná e Santos, que estão na Série A, e Coritiba, Criciúma, Fortaleza, Paysandu, Ponte Preta e Sampaio Corrêa, que disputam a Série B. Segundo o canal, quem assinou não será prejudicado e as partidas serão transmitidas pelos canais Space e TNT, também pertencentes ao Grupo Turner.
“Não muda nada e a expectativa de receita está mantida”, disse o dirigente. “O Esporte Interativo não irá transmitir em plataforma própria, mas para o Guarani, se chegar na Série A, nossos jogos serão transmitidos na TNT. O que muda é que o Esporte Interativo não vai mais transmitir Série C, Copa do Nordeste e Copa Verde.
Além da questão envolvendo os direitos da TV fechada, Palmeron disse que o encontro no Rio de Janeiro também serviu para discutir os direitos de transmissão internacionais. Os clubes da Série B que conseguirem o acesso contam com uma parcela desse bolo.
“Estive no Rio brigando por isso, não só em favor do Guarani, mas de todos os clubes da Série B. Estão em vias de assinar o contrato de transmissão para direitos internacionais e esse contrato prevê uma luva que seria dividida entre os 20 times da Série A. O contrato vigorará a partir de 2019 e fomos brigar pelos direitos dos quatro times que hoje disputam a Série B, mas estarão na Série A”, explicou.