O Guarani terminou a metade inicial da Série B do Brasileiro na quinta posição e com 29 pontos. Pelas projeções, manter esse aproveitamento pode não ser o suficiente para quem almeja o acesso, mas o clube tem alguns exemplos a seguir nessa busca pelo retorno à elite. Desde que a segunda divisão adotou o sistema de pontos corridos com 38 rodadas, em 2006, dez equipes conseguiram subir com uma pontuação igual ou inferior a do Bugre no primeiro turno e depois arrancaram para alcançar um lugar entre os quatro.
Em 2006, foram dois exemplos. O Atlético-MG entrou no campeonato como bicho-papão, mas virou o turno com os mesmos 29 pontos que tem hoje o Guarani. Na metade final, a força do elenco e a tradição pesaram e o Galo acabou campeão com 71 pontos. Já o América-RN era apenas o 12º após 19 rodadas, com apenas 25 pontos. Com um returno de recuperação, chegou a 61 e assegurou a quarta vaga ao levar vantagem no número de vitórias sobre o Paulista de Jundiaí.
No ano seguinte, outros dois times tiveram missões semelhantes a do Bugre. No final do primeiro turno, a Portuguesa era a 7ª colocado, com 29 pontos e o Ipatinga aparecia em 9º, com 28. Na metade final, porém, ambos subiram de rendimento e conseguiram o acesso – os mineiros como vice-campeões, com 67 e a Lusa na terceira posição, com 63.
Tal situação só iria se repetir em 2011. Naquele ano, o Sport fez no primeiro turno uma campanha praticamente igual a do Guarani nessa temporada. Era o quinto colocado, com 29 pontos, mesmo número de vitórias, empates e derrotas, e até o número de gols marcados e sofridos foi parecido. Depois, o time pernambucano somou mais 32, foi a 61 e ficou com o quarto lugar.
O Figueirense, em 2013, e o Santa Cruz, em 2015, também seguiram esse roteiro. Oitavo colocado na virada do turno, com 29 pontos, o time catarinense conseguiu se colocar entre os quatro e subiu no limite, com 60, apenas um a mais do que o Icasa, que ficou de fora. Já os pernambucanos, que terminaram o primeiro turno com 28 e em oitavo, se recuperaram e ficaram na vice-liderança, com 67.
O ano de 2016 voltou a contar com dois exemplos, um deles o mais impressionante. O Bahia era o 10º colocado, com 25 pontos, mas pegou o elevador e conseguiu terminar em 4º, com 63. Já o Avaí fez o que poucos esperavam. Na primeira metade, o time catarinense fez a 15ª melhor campanha, com 23 pontos, dez atrás do G4. Com um aproveitamento de 75,4% no segundo turno, o Leão terminou como vice-campeão, com 66.
Por fim, ainda tem o feito do Paraná no ano passado. O Tricolor passou longe do G4 no primeiro turno e estava na 9ª posição, com 27 pontos, mas entrou no G4 na 24ª rodada para não sair mais e terminou o campeonato na quarta posição, com 64 pontos e comemorando o acesso.
Além dos exemplos positivos, o Bugre também pode ficar ‘tranquilo’ com a campanha no primeiro turno porque nas últimas 12 edições da Série B nenhum time que fez pelo menos 29 pontos terminou rebaixado – para alcançar os 46, número considerado suficiente para assegurar a permanência, o Alviverde precisa de mais 17.