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Guarani se apega a exemplos anteriores para sonhar com acesso

Na era dos pontos corridos, dez times com pontuação igual ou inferior ao Bugre no 1º turno subiram

Rival do Guarani no ano passado, Paraná não terminou o primeiro turno no G4, mas subiu de produção e garantiu o acesso (Foto: Rafael Fernandes/Guarani Press)

O Guarani terminou a metade inicial da Série B do Brasileiro na quinta posição e com 29 pontos. Pelas projeções, manter esse aproveitamento pode não ser o suficiente para quem almeja o acesso, mas o clube tem alguns exemplos a seguir nessa busca pelo retorno à elite. Desde que a segunda divisão adotou o sistema de pontos corridos com 38 rodadas, em 2006, dez equipes conseguiram subir com uma pontuação igual ou inferior a do Bugre no primeiro turno e depois arrancaram para alcançar um lugar entre os quatro.

Em 2006, foram dois exemplos. O Atlético-MG entrou no campeonato como bicho-papão, mas virou o turno com os mesmos 29 pontos que tem hoje o Guarani. Na metade final, a força do elenco e a tradição pesaram e o Galo acabou campeão com 71 pontos. Já o América-RN era apenas o 12º após 19 rodadas, com apenas 25 pontos. Com um returno de recuperação, chegou a 61 e assegurou a quarta vaga ao levar vantagem no número de vitórias sobre o Paulista de Jundiaí.

No ano seguinte, outros dois times tiveram missões semelhantes a do Bugre. No final do primeiro turno, a Portuguesa era a 7ª colocado, com 29 pontos e o Ipatinga aparecia em 9º, com 28. Na metade final, porém, ambos subiram de rendimento e conseguiram o acesso – os mineiros como vice-campeões, com 67 e a Lusa na terceira posição, com 63.

Tal situação só iria se repetir em 2011. Naquele ano, o Sport fez no primeiro turno uma campanha praticamente igual a do Guarani nessa temporada. Era o quinto colocado, com 29 pontos, mesmo número de vitórias, empates e derrotas, e até o número de gols marcados e sofridos foi parecido. Depois, o time pernambucano somou mais 32, foi a 61 e ficou com o quarto lugar.

O Figueirense, em 2013, e o Santa Cruz, em 2015, também seguiram esse roteiro. Oitavo colocado na virada do turno, com 29 pontos, o time catarinense conseguiu se colocar entre os quatro e subiu no limite, com 60, apenas um a mais do que o Icasa, que ficou de fora. Já os pernambucanos, que terminaram o primeiro turno com 28 e em oitavo, se recuperaram e ficaram na vice-liderança, com 67.

O ano de 2016 voltou a contar com dois exemplos, um deles o mais impressionante. O Bahia era o 10º colocado, com 25 pontos, mas pegou o elevador e conseguiu terminar em 4º, com 63. Já o Avaí fez o que poucos esperavam. Na primeira metade, o time catarinense fez a 15ª melhor campanha, com 23 pontos, dez atrás do G4. Com um aproveitamento de 75,4% no segundo turno, o Leão terminou como vice-campeão, com 66.

Por fim, ainda tem o feito do Paraná no ano passado. O Tricolor passou longe do G4 no primeiro turno e estava na 9ª posição, com 27 pontos, mas entrou no G4 na 24ª rodada para não sair mais e terminou o campeonato na quarta posição, com 64 pontos e comemorando o acesso.

Além dos exemplos positivos, o Bugre também pode ficar ‘tranquilo’ com a campanha no primeiro turno porque nas últimas 12 edições da Série B nenhum time que fez pelo menos 29 pontos terminou rebaixado – para alcançar os 46, número considerado suficiente para assegurar a permanência, o Alviverde precisa de mais 17.

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