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Presidente confirma interrupção em repasse mensal da Magnum

Por antecipação em 2016, clube não terá os R$ 350 mil pelos próximos dez meses

Palmeron Mendes Filho diz que o clube está 'preparado' para sobreviver sem a verba mensal da Magnum, mas garante que é necessário investimento para reforços (Foto: Gabriel Ferrari/Guarani Press)

Acertado em acordo junto à Justiça do Trabalho durante a polêmica envolvendo o leilão do Brinco de Ouro, o repasse de R$ 350 mil mensais da Magnum para o Guarani será suspenso pelos próximos dez meses. A confirmação partiu do presidente Palmeron Mendes Filho, que revelou que a interrupção acontece por adiantamento ocorrido em 2016, durante a campanha do time na Série C do Campeonato Brasileiro.

A verba proveniente da empresa desde 2015 é utilizada prioritariamente para pagamento de salários no clube. Em alguns momentos, porém, o valor foi superior, como aconteceu na campanha do acesso à Série B, quando a Magnum chegou a injetar mais de R$ 1 milhão mensais e deu fôlego necessário para que o Bugre conseguisse sucesso dentro de campo.

Depois da antecipação, porém, a empresa decidiu pela suspensão do repasse até março do ano que vem. “Somando tudo, o parceiro já aportou R$ 80 milhões no Guarani e não podemos perder de vista esse número. Todas essas antecipações serão descontadas dos 14% que o Guarani terá direito no término do empreendimento imobiliário”, disse o presidente bugrino em entrevista à Rádio Central. “A partir do mês de junho, haverá a interrupção de 10 meses do recebimento mensal dos R$ 350 mil que foi feita a mais no time da Série C que conseguiu o acesso”.

Segundo o dirigente, o clube já estava ‘preparado’ para essa situação, mas admitiu que, para reforçar o atual elenco, será preciso contar com o auxílio dos investidores. E é aí que entra o projeto de cogestão, cujos detalhes serão conhecidos pelos conselheiros nesta segunda-feira.

“A folha de pagamento do Guarani e o time foram montados com base nas nossas receitas já projetando essa interrupção de dez meses. Precisamos reforçar e precisamos de investimento. O mais fácil e o mais perto é a cogestão”, ressalta o mandatário bugrino.

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