O projeto envolvendo a cogestão de futebol do Guarani pode ganhar capítulos importantes nas próximas semanas. É que, segundo apurou o Nossa Taba, o Grupo Magnum, uma das partes mais interessadas, esfriou as negociações com o clube e abriu caminho para que o outro lado, que conta com a Traffic e a Elenko Sports, ganhe força nessa disputa. Embora as conversas continuem, nos bastidores há quem veja a empresa presidida por Roberto Graziano fora da jogada.
O assunto é tratado no clube desde o ano passado e veio à tona pela primeira vez há mais de seis meses, quando foi abordado pelo presidente Palmeron Mendes Filho durante uma entrevista coletiva. De lá pra cá, o elenco para 2018 foi formado, o Bugre conseguiu acesso e título na Série A2 e iniciou a campanha da Série B. Internamente, uma junta jurídica foi formada para definir os detalhes da proposta que o Guarani faria a potenciais investidores.
Desde o início, formou-se dois lados. Um envolvendo o Grupo Magnum, que tem ligação direta com o clube pelo envolvimento com a negociação do Estádio Brinco de Ouro, e a ASA Alumínios. Do outro, um pool formado pela Traffic, a Elenko Sports e uma terceira empresa cujo nome até hoje não foi confirmado.
No começo, havia bastante otimismo de que o projeto ganhasse corpo rapidamente e, dessa cogestão, já fosse montado o grupo para a disputa do Campeonato Brasileiro. Na prática, porém, as coisas não caminharam de maneira tão ágil.
No dia 20 de maio, o presidente do clube disse, em entrevista, que a negociação estava mais quente do que nunca e que uma proposta já havia sido encaminhada. Pelo que apurou a reportagem, a oferta foi a do Grupo Magnum, mas que não agradou em um primeiro momento. Representantes da empresa também não gostaram das exigências feitas pelo Guarani e a conversa voltou à estaca zero.
O outro lado, formado por Traffic e Elenko, acompanha de perto o desenrolar dos fatos e a expectativa é que haja a possibilidade de uma negociação mais direta daqui em diante. Caso também não haja sucesso, é possível que o projeto de cogestão naufrague, já que, por enquanto, não há uma terceira via.
Com a história ainda sem rumo definido e nem previsão de uma definição, fica cada vez mais difícil que ainda nesse ano os efeitos dessa possível parceria – se ela realmente acontecer – possam se concretizar. É que o prazo de inscrições para o Brasileiro termina em setembro e, antes de que a cogestão se torne oficial, é preciso que haja o parecer favorável do Conselho Deliberativo do Guarani, além dos associados do clube.