Responsável por 25 dos 36 gols marcados pelo Guarani na Série A2 do Campeonato Paulista, o quarteto ofensivo formado por Bruno Nazário, Rondinelly, Erik e Bruno Mendes foi o centro das atenções do time no início da temporada. O otimismo era grande para que o desempenho continuasse alto na Série B, mas isso não aconteceu. Agora, a realidade é outra. Com esse quarteto desfeito, a nova composição de ataque tem a missão de buscar regularidade e tentar elevar o desempenho da equipe.
Os quatro destaques do Estadual atuaram juntos apenas uma vez no Brasileiro, justamente na pior derrota da equipe. Eles reeditaram a parceria no Dérbi, mas nem de longe repetiram as boas atuações e o Bugre acabou derrotado por 3 a 2.
O clássico, aliás, foi o ponto de partida para a desconstrução do quarteto. Erik foi o primeiro a perder espaço ao ser preterido por Rafael Longuine. Nos jogos seguintes, saindo do banco, também não agradou.
Mesma situação viveu Bruno Mendes. Depois do jogo contra a Ponte Preta, ficou no banco diante do Criciúma, até voltou a ser titular contra o Goiás devido aos problemas físicos de Anselmo Ramon, mas neste sábado, novamente será apenas opção.
O terceiro a perder espaço – este de maneira forçada – é Bruno Nazário. Com uma lesão no músculo adutor da coxa direita, o meia desfalca a equipe por um período de três a quatro semanas e, com o contrato terminando em 30 de junho, corre o risco de nem vestir mais a camisa alviverde.
Diante de todas essas situações, abre-se a oportunidade para uma nova formação buscar sucesso. O único remanescente é Rondinelly, titular em todas as partidas da Série B. Rafael Longuine vai iniciar sua terceira partida consecutiva e Anselmo Ramon, que tem dois gols em quatro jogos, tem a chance de emendar uma sequência. A novidade é a presença de Guilherme, também em busca de afirmação.
“Não conseguimos manter as mesmas peças da linha de frente que vinham fazendo bons jogos. Temos que correr contra o tempo, buscar essa melhor formação e fazer com que eles rendam o melhor no decorrer da competição”, diz o técnico Umberto Louzer, esperançoso em ver o novo setor ofensivo funcionando.