Eusébio, Rodolfo Testoni, Léo Costa, Jefferson, Pedro Henrique, Bruno Ré, Bruno Pacheco, Denis Neves, Gilton, Salomão, Marcílio. O que todos esses jogadores têm em comum? Todos são laterais-esquerdos que atuaram com a camisa do Guarani desde 2013. Nenhum, no entanto, se tornou unanimidade para o torcedor. A missão de tentar não entrar nessa lista agora é de Pará. Emprestado pelo Cruzeiro até o final da temporada, o jogador chegar disposto a mudar a história que cerca a posição nos últimos anos.
Nascido em Capanema, leva o estado de origem no apelido. A lateral-esquerda, porém, virou uma realidade depois que a carreira já havia sido iniciada. Nos primeiros passos com a bola, Pará se aventurava como atacante. Recuou em busca de mais oportunidades e se firmou. Formado no Remo, passou pelo Bahia e, depois de um bom Brasileiro em 2014, chamou a atenção do Cruzeiro.
Sem espaço na Raposa, foi cedido a outros clubes e agora tem a possibilidade no Guarani. De imediato, já percebeu o tamanho da cobrança e a necessidade de corresponder pra ‘fugir’ desse trauma que atinge os laterais-esquerdos do clube recentemente.
“Muitos me falaram dessa questão da cobrança da lateral-esquerda. O que estão exigindo do Marcílio é porque ele pode dar muito mais. Venho para cá para poder contribuir com a equipe e ajudar com meu trabalho, com o pouquinho de experiência que adquiri na carreira. Espero dar meu melhor e poder mudar essa história da lateral-esquerda”, disse o jogador nesta segunda-feira, em sua apresentação oficial.
Pará tem o histórico recente como aliado. No ano passado, em passagem pelo América-MG, fez parte do elenco que conquistou a Série B do Brasileiro. Agora, traz lições daquela campanha para tentar repetir a dose. “O segredo no América foi o comprometimento da equipe. Pegamos a ideia e praticamos dentro de campo. Espero poder fazer isso no Guarani. É um grupo de qualidade e que vai fazer de tudo para colocar o Guarani na primeira divisão”, projetou.
Já integrado ao grupo, o lateral deve participar normalmente dos treinamentos durante a semana e existe a possibilidade de que possa fazer sua estreia no sábado, contra o CRB, no Brinco de Ouro. Fisicamente, ele garante estar bem e aguarda a regularização para poder ficar à disposição.
“Eu vinha treinando bastante. Passei um período grande sem jogar, mas treinando muito forte esperando uma oportunidade. O Guarani me deu essa chance, abriu as portas e espero ajudar. Se Deus quiser, espero estar à disposição no jogo de sábado”, afirmou Pará. “Não sei se posso atuar os 90 minutos, mas vou até onde aguentar”.