Na beira do gramado, o quarto árbitro levanta a placa indicando quantos minutos de acréscimo a partida terá antes de ser finalizada. Geralmente, são poucos instantes para o time que está em vantagem segurar o resultado, enquanto o oponente faz de tudo em busca de um gol salvador. E esse momento decisivo do jogo tem sido cruel com o Guarani que, após seis rodadas da Série B do Brasileiro, já deixou pelo caminho três pontos em gols sofridos após o tempo regulamentar.
Primeiro foi na estreia do campeonato. Na Arena Castelão, o Bugre saiu atrás no marcador, buscou a igualdade e conseguia segurar um importante resultado, afinal estava recheado de desfalques. O empate parecia certo até que aos 49 minutos do segundo tempo, em falta cometida por Ricardinho, Gustavo colocou a bola no ângulo de Bruno Brígido e definiu a vitória dos cearenses.
Na última sexta-feira, o filme praticamente se repetiu no Serra Dourada. Dessa vez, porém, o Alviverde conseguia mais do que o empate. Com gol de Anselmo Ramon, a equipe ia garantindo a primeira vitória fora de casa, mas aos 47 minutos, em lance que começou numa falta desnecessária de Marcílio, o sistema defensivo cochilou e Madison deixou tudo igual.
Não fossem esses dois gols, o Guarani, ao invés de ser o 12º colocação, com 7 pontos, estaria na 7ª posição, com 10 pontos e a apenas dois do Paysandu, clube que fecha o G4 do torneio.
“Claro que estamos no processo de construção e é um campeonato longo, mas ajustes precisam ser estabelecidos o mais rápido possível para não sofrer esses gols. Contra o Fortaleza, deixamos escapar um ponto aos 49 e agora, aos 47, foram dois pontos, que poderiam nos deixar melhor qualificados na tabela”, disse o técnico Umberto Louzer. “Precisamos evoluir e tirar lições das situações que estamos proporcionando para sermos mais equilibrados”.