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É o atalho? Goiás toma mais de 80% dos gols no segundo tempo

Das 11 vezes em que time esmeraldino foi vazado na Série B, nove aconteceram após o intervalo

Clássico contra o Vila Nova foi um dos exemplos dos apagões do Goiás no segundo tempo: jogo foi para o intervalo empatado e time esmeraldino levou os gols da derrota na etapa final (Foto: Divulgação/Vila Nova)

Será falta de preparo físico ou desequilíbrio emocional para segurar o resultado? O real motivo é difícil saber, mas é fato que o Goiás, adversário do Guarani nesta sexta-feira, às 19h15, no Serra Dourada, pela sexta rodada da Série B do Brasileiro, apresenta uma característica marcante que o acompanha em todos os jogos. Dono da segunda defesa mais vazada do campeonato – 11 gols, acima apenas do CRB, que tem um jogo a mais, o time esmeraldino sofreu nove deles – ou 80% – apenas no segundo tempo de suas partidas.

Em quase todas as situações, ter sua defesa superada após o intervalo acabou tendo efeito total no resultado final do confronto. Na estreia, fora de casa, o time goiano segurou o 0 a 0 com o CSA na etapa inicial, mas levou dois gols em sequência com menos de 15 minutos da etapa final e até descontou, mas não o suficiente para evitar o tropeço.

Diante do Figueirense, no Serra Dourada, a equipe esmeraldina levou um gol em cada tempo e acabou perdendo. Já na rodada seguinte, quando visitou o São Bento, o Goiás foi para o intervalo com a vantagem mínima, mas outra vez sofreu gol nos 45 minutos finais e somou um ponto.

Nas derrotas para Vila Nova e Fortaleza, mais uma vez o desempenho no segundo tempo foi determinante. No clássico estadual, o placar apontava 1 a 1 no intervalo, mas o Goiás não segurou o ímpeto rival e tomou 3 a 1. Mesma coisa contra os cearenses, quando foi vazado pela primeira vez a um minuto da etapa complementar e depois amargou o tropeço por 3 a 0.

Em comparação, o Guarani possui uma postura mais ‘equilibrada’ nesse sentido, afinal, dos oito gols que sofreu, quatro foram em cada tempo. Em relação aos tentos marcados, o Bugre fez três antes do intervalo e cinco nos 45 minutos finais.

A quantidade de vacilos defensivos do Goiás foi destacada pelo técnico Ney Franco como um ponto a melhorar, principalmente no que diz respeito a bola parada, principal deficiência apresentada pela equipe. O treinador, que estreou na última rodada, teve a semana inteira para trabalhar a equipe, mas, pelo menos na retaguarda esmeraldina, pretende dar confiança a quem vem atuando, já que treinou com a mesma linha defensiva que vem jogando.

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