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Preparador fala sobre prós e contras dos 11 dias sem partidas

Bugre tem mais tempo de descanso e trabalho, mas ritmo de jogo preocupa

Marcelo Rohling acredita que seis a sete dias seriam o período ideal, mas quer usar bem a semana para deixar o time em plenas condições para o Dérbi (Foto: Letícia Martins/Guarani Press)

O Guarani vive uma situação atípica, principalmente em se tratando de futebol brasileiro. Num país dono de um dos calendários mais sufocantes que existe, o Bugre tem o privilégio de aproveitar um período de 11 dias entre uma partida e outra, justamente antes do Dérbi. A situação, porém, gera um debate. É realmente muito bom ter todo esse tempo de preparação ou a falta de ritmo de jogo devido a quase duas semanas sem atuar pode, de alguma forma, atrapalhar?

O Nossa Taba conversou com o preparador físico bugrino Marcelo Rohling para ouvir uma opinião profissional sobre o assunto e uma comparação com a situação da rival, que manterá o ritmo de competição, afinal joga neste sábado contra o Londrina pela Série B e na quarta-feira diante do Flamengo pela Copa do Brasil, mas, por outro lado, praticamente não vai treinar até o clássico do próximo sábado.

“Eu considero ideal o meio-termo. Nem os 11 dias que vamos ter, nem os três dias da Ponte Preta. O ideal era entre seis e sete dias entre os jogos. A gente baixa o ritmo de jogo com esse tempo parado, mas considero os três dias de recuperação que eles vão ter muito pouco. Na minha opinião, seria melhor que o nosso jogo fosse nesse final de semana”, revela.

Uma solução que poderia ser adotada para tentar minimizar a falta de ritmo de jogo seria a disputa de algum jogo-treino, mas na visão da comissão técnica isso pode ser mais prejudicial do que benéfico às vésperas de uma partida de tamanha importância. “É melhor manter o treino entre nós mesmo, considero mais proveitoso”, afirma Rohling.

“Você aproveita para recuperar os atletas e trabalhar especifidades que precisa. Às vezes, num jogo-treino, você pega um adversário que não sabe o nível e pode ficar muito intenso, um jogo com muito choque ou enfrenta um de condição desigual e não tem a intensidade ideal”, acrescenta.

Com esse tempo para trabalhar, além das questões táticas e técnicas que ficam a cargo do técnico Umberto Louzer, a preparação física recuperará atletas que não vinham atuando e dará ritmo aos que chegaram recentemente. A programação já está definida para a semana que vem. Dos cinco dias de preparação, em dois serão realizadas atividades em dois períodos, uma delas com movimentações no campo e outra com trabalho de força e prevenção.

“O ideal é que essa pausa fosse entre uma competição e outra, mas não foi possível porque emendamos um campeonato em outro. Agora vamos poder virar a chave de vez, dar uma assentada na poeira e se preparar bem para um jogo que é muito importante pra gente”, finaliza Rohling.

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