O Guarani viveu um fato inédito na derrota para o Atlético-GO, na terça-feira, no Estádio Olímpico de Goiânia. Pela primeira vez na temporada, o Bugre foi vazado três vezes na mesma partida. Apesar da reação do time no segundo tempo, os gols sofridos em vacilos defensivos fizeram toda a diferença em mais um tropeço do time fora de casa na Série B do Campeonato Brasileiro.
Em 2018, a equipe levou até o momento 23 gols em 21 partidas, mas até esse último confronto não mais do que dois por jogo. Por outro lado, a retaguarda bugrina passou zerada sete vezes no ano, ou uma vez a cada três partidas, em média.
O que mais incomodou comissão técnica e jogadores, porém, foi a forma com que o Atlético construiu esses gols. No primeiro, após escanteio, Anderson tirou parcialmente e ninguém acompanhou João Paulo, que bateu cruzado e fez. No segundo, Fernandes foi lançado por Rômulo, Anderson parou pedindo impedimento que não houve e o meia só tocou na saída de Bruno Brígido. Já o terceiro teve origem num chute errado de um jogador adversário, mas que João Paulo, nas costas dos zagueiros, conferiu.
“Cedemos os três gols para eles. São gols que nossa equipe não pode tomar em lugar nenhum”, disse Anderson. “Isso significa que nossa equipe tem que trabalhar para melhorar. Não é porque tomou três gols que vamos deixar cair. Todos estamos tristes pela derrota, pelos gols bobos que tomamos, mas agora é consertar isso e no próximo jogo não sermos tão passivos”, completou o defensor, que fez sua terceira partida com a camisa bugrina.
O sistema defensivo, aliás, obrigatoriamente terá que sofrer uma mudança para o próximo compromisso, que é contra a Ponte Preta, no dia 5 de maio, no Brinco de Ouro. Como Philipe Maia recebeu o terceiro cartão amarelo e terá que cumprir suspensão, o Guarani terá uma dupla de zaga inédita no Dérbi. Anderson terá a companhia de Edson Silva ou Éverton Alemão.