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Bugre tenta interromper sequência de insucessos em finais

Desde o último título, em 1981, clube levou a pior nas oito decisões que disputou

Última das oito derrotas em finais do Guarani foi na Série C de 2016, quando foi superado pelo Boa Esporte (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

O título da Série A2 do Campeonato Paulista não tem muito glamour, tampouco vai fazer diferença na história do Guarani, mas além da vaga na Copa do Brasil e a quantia em dinheiro paga ao campeão, essa conquista poderá interromper uma incômoda sequência vivida pelo clube. Desde o último troféu, na Taça de Prata de 1981, o Bugre disputou oito finais e foi superado em todas elas.

Caso a conta envolva apenas os vice-campeonatos, esse número aumenta, já que o time perdeu a decisão da Copa Federação Paulista de Futebol em 2004, mas na ocasião tratava-se do Guarani B, e ainda tem a Série C de 2008 e a Série B de 2009, quando o Alviverde ficou em segundo lugar atrás de Atlético-GO e Vasco, respectivamente, mas não chegou a jogar uma final, afinal o sistema era de pontos corridos em ambos os casos.

No último título, o Bugre superou a Anapolina na Taça de Prata, que era o equivalente à atual Série B do Brasileiro. Comandado por Zé Duarte, o Alviverde venceu o jogo de ida no Interior de Goiás por 4 a 2 e, na volta em Campinas, segurou o empate em 1 a 1 para comemorar a conquista e garantir vaga na primeira divisão do ano seguinte.

Dali pra frente, começou o trauma em decisões. Em 82, o clube disputou o Torneio dos Campeões e ficou com o segundo lugar ao perder a decisão para o América-RJ, no Maracanã. No Brasileiro de 86, cujos jogos finais foram disputados no início do ano seguinte, o Guarani tinha tudo para se consagrar bicampeão nacional. Diante do São Paulo, após arrancar o empate em 1 a 1 no Morumbi, a equipe de Carlos Gainete Filho vencia por 3 a 2 na prorrogação até os instantes derradeiros, quando Careca deixou tudo igual e, na disputa de pênaltis, a equipe paulistana levou a melhor num jogo que até hoje deixa marcas pela arbitragem desastrosa de José de Assis Aragão, que não anotou pênalti claro em João Paulo.

Ainda em 1987, também pelo Brasileiro, Guarani e Sport foram os dois melhores do módulo amarelo e se juntariam na fase final a Flamengo e Internacional, que se classificaram do módulo verde. Cariocas e gaúchos, no entanto, se recusaram a disputar o quadrangular e o Alviverde acabou fazendo a final com o Leão. Após um empate em casa e derrota em Recife, o time amargou mais um vice.

Em 1988, o sonho era o inédito título paulista. O adversário foi o Corinthians e, outra vez, o Bugre trouxe da Capital um empate com direito a um gol antológico de bicicleta do meia Neto. No jogo de volta, em Campinas, o 0 a 0 persistiu até a prorrogação quando Viola, de carrinho, anotou o gol do título rival.

O vice seguinte aconteceu na Série B de 1991. Depois de superar o Coritiba numa batalha recheada de polêmica nas semifinais e garantir o acesso, o Guarani decidiu o título com o Paysandu. No Brinco, vitória por 1 a 0 e vantagem em Belém, mas o time não conseguiu sustentá-la e a partida sequer terminou. Depois de reclamarem de uma irregularidade no segundo gol adversário, seis jogadores bugrinos foram expulsos e o árbitro Manoel Serapião Filho encerrou o jogo devido a falta do número suficiente de atletas.

Demorou bastante para que o Alviverde voltasse a disputar um título. Foi apenas em 2011, na Série A2 do Campeonato Paulista. Após assegurar o acesso na fase anterior, a decisão foi com o XV de Piracicaba, em jogo único na casa do adversário. Depois do 2 a 2, o Nhô Quim levou a melhor nos pênaltis e manteve o jejum bugrino.

Em seu retorno à elite estadual, o Guarani surpreendeu até o mais otimista torcedor. Com uma campanha sólida, a equipe avançou na primeira fase, passou pelo Palmeiras nas quartas de final e, na semifinal, venceu um inesquecível dérbi no Brinco por 3 a 1, com dois gols do talismã Medina. O título era um sonho, que foi por terra quando tiraram um dos jogos do Brinco para que as duas finais fossem no Morumbi, e quando Neymar entrou em ação e foi o protagonista das duas vitórias do Santos.

A última decisão com o Bugre envolvido foi a Série C de 2016. O acesso já estava garantido, o time vinha de uma reviravolta inacreditável contra o ABC ao eliminar o adversário com um 6 a 0 ao tomar 4 a 0 na ida, e o último desafio era o Boa Esporte. Após empate em 1 a 1 no Brinco, os comandados de Marcelo Chamusca mantinham a confiança para o segundo jogo em Varginha, mas os adversários não deram a menor chance e impuseram um 3 a 0 que outra vez frustrou o Guarani.

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