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Piza critica manifestação de Bruno Nazário: ‘Desnecessário’

Técnico do XV vê exagero em reclamação do meia bugrino após lance no jogo de ida

Após o choque com Vinícius Simon, Bruno Nazário atuou com uma touca; depois, recebeu pontos no local do ferimento (Foto: Letícia Martins/Guarani Press)

‘Quarta é guerra’. Foram com essas palavras e a foto do rosto machucado, que Bruno Nazário iniciou uma postagem em suas redes sociais no dia seguinte ao empate sem gols entre Guarani e XV de Piracicaba, na partida de ida da semifinal da Série A2 do Campeonato Paulista. A manifestação apimentou ainda mais o clima para o jogo decisivo entre os clubes e provocou uma resposta do técnico adversário. Em entrevista coletiva, Evaristo Piza viu exagero na publicação do meia e definiu o ato como ‘desnecessário’.

O lance destacado pelo camisa 11 bugrino foi um choque com Vinícius Simon. O árbitro marcou falta, deu amarelo para o zagueiro, mas Nazário levou a pior, cortou o supercílio esquerdo, terminou a partida com uma touca e teve que receber pontos no local.

Para o treinador quinzista, o lance foi normal de jogo e não merecia a reação tida pelo adversário. “Vi as imagens, teve os pontos e sinto muito o fato, mas não vi deslealdade no lance. Se fosse acintoso e forte ao ponto de dar ênfase maior a essa questão, eu poderia ir de acordo, mas foi de jogo”, disse. “Quem vê depois a publicação, imagina uma agressão sem bola, mas foi falta de jogo, o juiz veio e deu amarelo. Houve exagero por parte do Bruno”.

Piza ainda comentou que em momento algum pediu para que seus atletas agissem com violência. “Pedi para marcar forte, mas não pedi para agredir ninguém. Não posso deixar o Nazário jogar, o Erik jogar, mas não pedi para que fossem violentos ou os tirassem do jogo. Sempre priorizo a integridade do atleta”, explicou.

O técnico também acha que a forma com que o meia bugrino abordou a questão pode ser um combustível para o clima já hostil que existe e preocupa dos dois lados. “Desnecessário o Bruno publicar uma situação mostrando a lesão e dizendo que será guerra. Antes do jogo, falei que tínhamos que nos preparar para uma guerra, mas no bom sentido, não induzindo a violência. Isso não cabe no momento. Vamos para um jogo limpo e espero que os torcedores se respeitem. No estádio não terá só as organizadas, mas vão famílias, crianças, público que vai só para prestigiar esse grande jogo”.

 

 

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