Guarani e XV de Piracicaba se enfrentando em um jogo decisivo com Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza no apito. O cenário da partida de quarta-feira, às 20h30, no Brinco de Ouro, que vale o acesso à elite do Campeonato Paulista, não será inédito. Coincidentemente, foi justamente ele o árbitro da final da Série A2 que envolveu os dois clubes em 2011. Na ocasião, após empate por 2 a 2 no tempo normal e na prorrogação, o Nhô Quim levou a melhor nos pênaltis no duelo disputado no Barão da Serra Negra.
A atuação do juiz naquela oportunidade gerou críticas dos bugrinos. Naquele jogo, o Alviverde saiu na frente logo no início com um gol de falta de Rodrigo Paulista. Minutos depois, no entanto, o meia viria a ser expulso após se envolver num desentendimento com Everton e acertar um pontapé no adversário.
Com um a menos, o Guarani sofreu o empate em um erro da arbitragem. O atacante Marcos Denner sofreu uma falta não marcada por Marcelo Aparecido, o XV puxou o contra-ataque e deixou tudo igual. O Bugre ainda ficaria novamente na frente no primeiro tempo, mas na etapa complementar o clube de Piracicaba voltou a empatar o confronto e, nos pênaltis, venceu por 4 a 2.
Recheado de tensão, o jogo deu muito trabalho ao árbitro, que aplicou 12 cartões amarelos, sendo cinco para bugrinos e sete para quinzistas, e expulsou dois jogadores – além de Rodrigo Paulista, Everton, do XV, levou o vermelho durante a prorrogação.
Sete anos depois, Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza desfruta de muito mais prestígio e é considerado um dos principais árbitros da Federação Paulista de Futebol. Na atual temporada, ele já trabalhou em 18 partidas, sendo uma pela Copa São Paulo de Futebol Júnior, duas pela Copa do Brasil e, no Paulistão, nove da Série A1 e seis da Série A2, entre elas Portuguesa 2 x 1 Guarani. A última foi o jogo de ida da semifinal entre Oeste e São Bernardo, na sexta-feira passada, com vitória dos donos da casa por 2 a 1, em que seis atletas receberam cartões amarelos e dois foram expulsos por uma confusão nos minutos finais da partida
Na quarta-feira, ele volta a trabalhar em um Guarani e XV, mas com um confronto que pode ser considerado mais importante do que o último. Em 2011, as equipes já haviam garantido a vaga na primeira divisão na fase anterior e o título era uma espécie de bônus. Agora, só quem levar a melhor estará na Série A1 em 2019 e terá um primeiro semestre muito mais vantajoso, graças ao aumento nas cotas de televisão e a visibilidade por ter a oportunidade de enfrentar os melhores times do Estado.
Além de Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, a arbitragem no Brinco de Ouro será composta pelos auxiliares Rogério Pablos Zanardo e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa, além do quarto árbitro Leandro Carvalho da Silva. Como a partida de ida, em Piracicaba, terminou empatada em 0 a 0, quem vencer garante o acesso, enquanto nova igualdade força uma disputa por pênaltis.