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Quarteto passa em branco pela terceira vez; duas foram contra o XV

Bruno Nazário, Rondinelly, Erik e Bruno Mendes não repetiram as boas atuações

Bruno Nazário disputa a bola observado por Rondinelly: badalado quarteto ofensivo pouco ameaçou o gol do XV no jogo de ida da semifinal (Foto: Denny Cesare/Código 19)

Um dos melhores ataques da Série A2 do Paulista se acostumou a ser o tormento dos adversários durante a primeira fase e era a grande arma do Guarani para o jogo de ida das semifinais contra o XV de Piracicaba. Mas o badalado quarteto formado por Bruno Nazário, Rondinelly, Erik e Bruno Mendes, dessa vez, não brilhou. A atuação apagada dos protagonistas da equipe foi decisiva para que o Bugre não passasse de um empate sem gols no Barão da Serra Negra. Foi apenas a terceira partida do campeonato em que nenhum deles balançou a rede. Curiosamente, novamente isso aconteceu diante do Nhô Quim.

Os quatro estiveram juntos em 13 das 16 vezes que o Alviverde foi a campo na temporada. Eles passaram em branco na derrota por 2 a 1 para o São Bernardo, quando Denner anotou o único tento bugrino, e nos dois duelos contra o XV de Piracicaba – a derrota por 1 a 0 na fase de classificação e 0 a 0 do sábado. À exceção do empate com o Rio Claro e do tropeço diante da Portuguesa, sempre que um deles marcou, o time venceu.

Em Piracicaba, o quarteto não se entendeu bem. Bruno Nazário começou o jogo nervoso, muito por conta de uma entrada ríspida do zagueiro Vinícius Simon, que atingiu seu rosto, e não conseguiu fazer a diferença com velocidade  e dribles. Rondinelly parecia em outra sintonia, lento e errando demais, enquanto Erik mais uma vez abusou da individualidade e Bruno Mendes, isolado, não teve nenhuma oportunidade de gol e por vezes se preocupou mais em ajudar na marcação. A única chance mais clara criada por eles foi um chute cruzado de Erik, no segundo tempo, defendido pelo goleiro.

O técnico Umberto Louzer reconheceu que a produção ofensiva ficou bem abaixo do esperado, mas mostrou confiança no poder de fogo para o jogo da quarta-feira. “Tenho certeza que esse quarteto dificilmente fará duas partidas nesse nível”, projetou o treinador. “Mas não foi de todo ruim porque eles ocuparam espaços, se organizaram. Faltou no momento do passe ter melhores combinações e a tomada de decisão para deixar o companheiro em situação de chegar ao gol com mais clareza a equilíbrio”.

Para os bugrinos mais otimistas, é preciso ressaltar que, até o momento, em nenhuma oportunidade o Guarani ficou dois jogos seguidos sem marcar gols. E balançar a rede será fundamental para que o Alviverde consiga o acesso, afinal apenas com uma vitória a equipe garante a classificação no tempo normal no jogo de quarta-feira, às 20h30, no Brinco de Ouro. Novo empate, por qualquer placar, força a definição nos pênaltis.

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