Bruno Brígido, Oziel, Pedrinho, Fabinho e Everton. O que eles têm em comum? Todos estarão em campo neste sábado, no Barão da Serra Negra e já vestiram as camisas de XV de Piracicaba e Guarani, adversários pela semifinal da Série A2 do Campeonato Paulista. Desse quinteto, nem todos fizeram a alegria das duas torcidas, mas tem muita gente que já encantou bugrinos e quinzistas. E na última reportagem da série sobre esse confronto regional, com colaboração do historiador bugrino Celso Franco de Oliveira Filho, o Nossa Taba relembra personagens que deixaram sua marca em Campinas e Piracicaba.
O percursor é Lauro Belo Corrêa de Lara, o Lolico. Começou no XV e logo chamou a atenção do Guarani, que o contratou em dezembro de 1929. Não demorou para que se destacasse como um goleador. Foi artilheiro do Campeonato Paulista do ano seguinte e venceu um concurso do jornal Diário do Povo como ‘ Príncipe dos artilheiros de Campinas’. O futuro promissor, no entanto, foi interrompido quando Lolico faleceu, em 26 de dezembro de 1930, vítima de uma grave doença.
Em 1978, o então campeão brasileiro sofria uma surpreendente derrota para o XV de Piracicaba graças aos gols de Nardela e Zé Luiz. Não demorou para que eles passassem a vestir verde e branco. Junto veio também Almeida, lateral-esquerdo que fez parte da equipe bugrina campeã da Taça de Prata de 1981.
Três dos maiores artilheiros da história do Guarani também fizeram caminho oposto. Juntos, Fifi, Villalobos e Benê marcaram mais de 250 gols com a camisa alviverde e, depois, balançaram as redes também vestindo alvinegro. Santo Cristo, Aêdo, Tião Macalé e Wagner também têm histórias pelos dois clubes. O último, aliás, ficou marcado por um gol marcado contra o Bugre, no Paulista de 1976, auxiliado pelos ventos a 80km por hora, que enganaram o campeão Neneca.
Falando em campeão, um titular da histórica conquista do Guarani em 1978 começou no lado quinzista. O ponta-direita Capitão se destacou no XV em 1975. Três anos depois, formaria o célebre ataque ao lado de Careca e Bozó, que surpreendeu o Brasil.
Agora, o XV leva vantagem nessa disputa de ‘lei do ex’. Fabinho, com 161 gols com a camisa do Guarani, quer fazer história também do outro lado. Everton, de passagem apagada pelo Brinco de Ouro, é um dos artilheiros do campeonato e quer confirmar esse bom momento. A missão de pará-los é de Bruno Brígido. Jogador do Nhô Quim em 2016, o goleiro provavelmente não fará gols decisivos, mas suas mãos também podem fazer a diferença nessa batalha pelo retorno à primeira divisão.