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Confira um raio-x do adversário do Guarani na semifinal

Nossa Taba conta em detalhes a campanha e o que esperar do XV de Piracicaba

O XV foi o único time a derrotar o Guarani no Brinco de Ouro durante a fase de classificação (Foto: Rafael Fernandes/Guarani Press)

Após 15 rodadas, o Guarani atingiu com sucesso o primeiro objetivo na Série A2 do Campeonato Paulista, que era a classificação para 0 mata-mata. Agora, apenas um obstáculo separa o clube do retorno à elite do futebol estadual. Em duas partidas, sendo a primeira no Barão de Serra Negra e a segunda no Brinco de Ouro, o Bugre tem a chance de confirmar o acesso no confronto regional contra o XV de Piracicaba. Mas o que esperar do adversário do Alviverde na semifinal? O Nossa Taba fez uma ‘varredura’ da campanha do Nhô Quim e traz dados, curiosidades e um resumo detalhado do desempenho do oponente bugrino.

TRADIÇÃO EM SÉRIE A2
Um dos mais tradicionais clubes do Interior, o XV de Piracicaba já disputou a divisão de elite em 46 oportunidades, tendo como melhor desempenho o vice-campeonato em 1976, mas é na Série A2 que os números são bastante positivos. O clube é o maior campeão da segunda divisão paulista, com cinco títulos (1947, 1948, 1967, 1983 e 2011 – o último conquistado em final contra o Guarani)

CAMPANHAS SEMELHANTES EM CASA E FORA
O XV não se notabilizou, na primeira fase, por ser dos times mais dominantes em casa e nem foi dos mais indigestos fora dela. Como mandante e visitante, os números são parecidos. No Barão de Serra Negra, a equipe teve o quinto melhor aproveitamento, com 61,9%. Longe de Piracicaba, foram conquistados 54,2% dos pontos disputados, equivalente ao quarto melhor rendimento dos 16 clubes do torneio.

DEFESA SÓLIDA, ATAQUE ECONÔMICO
Chama a atenção o fato do XV de Piracicaba ter se classificado com saldo de gols zerado, mas isso explica o contraste da equipe. A defesa se notabiliza pela solidez, afinal é a quinta menos vazada (17 gols) e ficou seis das 15 rodadas sem sofrer gols. Já o ataque, que balançou a rede na mesma quantidade, teve números melhores apenas que os cinco últimos colocados e só marcou dois ou mais gols num mesmo jogo em quatro oportunidades.

TREINADOR PRESTIGIADO
O técnico rival é um velho conhecido do torcedor bugrino. Trata-se de Evaristo Piza, cujo pai tem história no clube e ele próprio já dirigiu o Guarani em 2014. O treinador assumiu o XV em julho do ano passado, chegou ao vice-campeonato da Copa Paulista e sofreu pressão durante a Série A2, principalmente após a goleada por 4 a 1 sofrida para o Sertãozinho, na nona rodada. A diretoria, no entanto, prestigiou o profissional e descartou qualquer mudança. Piza mudou radicalmente o time, achou a melhor formação e o time alcançou a semifinal.

EMBALO NA HORA CERTA
Curiosamente, desde esse jogo com o Sertãozinho, o Nhô Quim não sabe o que é derrota. O clube é dono da maior invencibilidade do campeonato neste momento, com seis rodadas sem perder – quatro vitórias e dois empates – e 14 pontos no período, um a mais do que o Guarani. Antes do início dessa sequência invicta, o time era o décimo colocado, mas acabou em quarto.

APENAS DUAS RODADAS NO G4
Durante a maior parte da competição, o XV nem chegou a  ser muito cogitado entre os candidatos a uma das quatro vagas, afinal chegou a ocupar a zona de rebaixamento, mas sempre esteve afastado do G4. A entrada no grupo de classificação só aconteceu na penúltima rodada, após a vitória sobre o Audax e foi confirmada no jogo seguinte, com o empate sem gols diante do São Bernardo.

JOGADOR QUE COBROU TORCIDA FOI DISPENSADO
Durante o momento de turbulência do XV, houve até dispensa de jogador. Foi o caso do experiente volante Guly, que era titular absoluto da equipe, mas acabou acertando sua rescisão após uma série de polêmicas. A principal foi quando se apresentou para uma entrevista e disparou contra os torcedores dizendo que, se fossem ao estádio para criticar, que ficassem em casa.

ÚNICO A VENCER O GUARANI NO BRINCO
O Guarani terminou a fase de classificação com o melhor aproveitamento como mandante (79,2%). Em oito partidas no Brinco de Ouro, o Bugre foi derrotado apenas uma vez, justamente pelo XV de Piracicaba. Em jogo válido pela sétima rodada, o Nhô Quim fez 1 a 0 (gol de Jobinho) e ainda quebrou um tabu de quase 62 anos sem bater o adversário em Campinas.

TORCIDA PRESENTE
O XV de Piracicaba é dono da terceira melhor média de público pagante (2.186), atrás apenas de Guarani e Água Santa. A principal presença dos torcedores quinzistas foi no jogo contra o Penapolense, quando 2.517 pessoas pagaram ingresso. Para o jogo da semifinal, a expectativa é de apoio maciço no Barão de Serra Negra.

EX-BUGRINOS EM PESO
Além do técnico Evaristo Piza, o elenco do XV de Piracicaba tem quatro jogadores que já defenderam as cores do Guarani. O principal deles é o atacante Fabinho, que disputou 161 partidas com a camisa bugrina e se tornou ídolo da torcida. Outro com passagem marcante foi Oziel, lateral-direito na campanha do vice-campeonato paulista em 2012. Completam a lista o lateral-esquerdo Pedro Henrique, de passagem discreta em 2014 e o atacante Everton, reserva na campanha do acesso na Série C de 2016.

ARTILHEIRO EM JEJUM
Everton não deixou saudades no Brinco de Ouro, mas é a principal esperança de bola na rede do XV. O atacante é o artilheiro do time no campeonato, com sete gols, mas atualmente vive um jejum particular, afinal já são cinco partidas sem marcar.

PREOCUPAÇÃO COM LESIONADOS
Apesar da classificação, o empate em São Bernardo deixou sequelas ao XV, com quatro titulares lesionados. Os casos mais preocupantes são do goleiro Samuel Pires, que sentiu o adutor da coxa no aquecimento e nem iniciou a partida e do meia André Cunha, com suspeita de ruptura do tendão de Áquiles e que dificilmente joga as semifinais. Além deles, o zagueiro Vinícius Simon e o volante Jonathan Costa deixaram o campo com problemas físicos.

ORIGEM DOS GOLS MARCADOS
Dos 17 gols marcados pelo XV na fase inicial, 15 foram de dentro da área e apenas dois de média ou longa distância. Outra característica da equipe é aproveitar bem os erros dos adversários, afinal por seis vezes balançou as redes assim. Além disso, a maioria dos gols é originada pelo lado esquerdo do ataque quinzista.

ORIGEM DOS GOLS SOFRIDOS
Pelo que o XV fez durante a primeira fase, há duas deficiências que podem ser exploradas para que o Guarani chegue ao gol rival. A principal delas é a bola aérea, responsável por quatro dos 17 tentos sofridos pelo Nhô Quim. Uma outra alternativa interessante é a troca de passes do veloz e envolvente ataque bugrino, afinal por três vezes o XV sofreu gols em jogadas trabalhadas pela equipe adversária.

 

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