O fim é iminente. Depois de construir uma carreira de mais de duas décadas com títulos, passagens por grandes clubes e uma idolatria consolidada com a camisa do Guarani, Fumagalli vive os últimos dias da carreira de jogador de futebol. Diferentemente do que acontece com muitos que estão perto de se aposentar, no entanto, esse período não deprime o meia. Pelo contrário, mesmo não jogando tanto quanto gostaria, o meia garante que está desfrutando o momento.
Se tudo acontecer conforme o desejo do camisa 10, o dia de pendurar as chuteiras será em 7 de abril, na decisão da Série A2 do Campeonato Paulista. Caso chegue nessa data, o Bugre terá confirmado o acesso e poderá coroar a campanha com o título e um presente mais do que merecido para aquele que, sempre que está em campo, é o capitão do time.
Enquanto o término da carreira não chega, Fumagalli aproveita para curtir, mesmo na reserva. “Eu tenho aproveitado mais, curtido mais e me estressado menos. Podia estar chateado por não estar jogando, é até normal, mas cabeça está boa, no lugar e focado em alcançar o objetivo e terminar com o acesso”, afirma o jogador, que atuou em seis das doze partidas da temporada, mas apenas uma vez como titular.
Aos 40 anos, o meia sente realmente que agora não dá mais para adiar a aposentadoria. No ano passado, a ideia de parar estava praticamente concretizada, mas a péssima campanha na Série B e a falta de uma despedida à altura o fizeram repensar. Agora, com boas chances de um final feliz, chegou a hora. “Me preparei em dezembro para todas as situações. Para jogar um minuto, cinco minutos ou 45. Tive esse papo com amigos próximos e me falaram para desacelerar um pouco porque não ia conseguir jogar em alto nível nos 90 minutos como sempre joguei”, explica. “Sempre competi muito, mas é fisiológico, uma hora não dava mais para acompanhar a molecada”.
O próximo passo já está definido. Logo após a homenagem recebida pelos 300 jogos com a camisa do clube na vitória por 2 a 1 sobre o Taubaté, Fumagalli havia revelado a intenção de ser coordenador técnico. Durante os jogos, ele já tem ‘treinado’ um pouco sendo um auxiliar adicional do técnico Umberto Louzer. “Espero que se inicie aqui. Tem um papo com o presidente e ficou acordada uma nova função. Espero que seja aqui, quem sabe ajudando o Luciano (Dias, superintendente de futebol) e a comissão técnica”, finaliza.