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O dilema dos pênaltis: bom aproveitamento e disputa recorrente pelo cobrador

Time já converteu 83% das cobranças, mas viu situação causar embaraço mais de uma vez

Na vitória sobre o Juventus, Erik e Denner queriam bater, mas o atacante assumiu a responsabilidade (Foto: Letícia Martins/Guarani Press)

O Guarani é o clube que mais teve pênaltis à favor na Série A2 do Paulista. Nas doze rodadas do campeonato, em metade delas o time teve uma oportunidade de fazer o gol da marca da cal. Até o momento, o aproveitamento é um ponto positivo, afinal cinco das seis cobranças foram convertidas. Por outro lado, tem sido comum haver muita disputa na hora da definição do batedor. O fato dessa situação estar se tornando recorrente já causa certo desconforto entre elenco e comissão técnica, que esperam resolver essa questão de uma vez por todas.

São muitos os jogadores que treinam e estão autorizados a efetuar as cobranças. Entre os que mais têm atuado, Bruno Mendes, Rondinelly, Erik e Bruno Nazário são os eleitos. Além deles, Fumagalli e Denner também podem se candidatar caso estejam em campo. Dos seis pênaltis marcados para o Bugre, três deles foram batidos por Bruno Mendes, que converteu dois (Água Santa e Sertãozinho) e perdeu o outro (na vitória sobre o Taubaté). Os demais pararam no fundo da rede – Denner (Batatais), Rondinelly (Audax) e Erik (Juventus).

Se por um lado, o aproveitamento de 83% minimiza a ausência de Fumagalli, cobrador oficial nos últimos anos, a variedade de alternativas provocou algumas polêmicas recentes. Em três oportunidades, pelo menos, a decisão de quem seria o batedor causou discussões. Curiosamente, em cada uma dessas vezes um jogador diferente. A última foi na vitória sobre o Juventus, no domingo, quando Erik sofreu a penalidade e, depois de muita conversa, assumiu a responsabilidade e fez o segundo gol.

O técnico Umberto Louzer, que costuma listar três atletas e dá liberdade para que eles decidam entre si quem vai efetuar a cobrança, prefere exaltar a disposição dos jogadores, mas diz que o problema não pode se tornar algo comum. “Que bom que temos atletas que no momento difícil têm a iniciativa de pegar a bola e bater. Seria pior se todo mundo se omitisse. Temos três determinados a bater, cobra quem está se sentindo melhor”, explica. “Internamente, vamos conversar, achar a melhor solução porque é ruim essa imagem passar para fora, gera alguma discussão”.

O atacante Bruno Mendes segue linha semelhante ao comandante e afirma que, talvez, seja melhor já ir para o jogo com o responsável pelo pênalti. “Na palestra antes do jogo são colocadas sempre três opções para bater, o Erik chegou, estava confiante e fez o gol. Ouvi o professor falando, que é bom que ninguém se omita, importante que todo mundo esteja disposto a bater e queira ajudar, mas acho que ele já vai definir o batedor para não acontecer isso”.

 

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