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Conversa, vídeos e trabalho: as armas para acertar a defesa

Após semana de preparação, Guarani espera corrigir falhas para voltar a não levar gols

Lado direito da defesa, formado por Lucas Kal e Lenon, tem sofrido com constantes críticas (Foto: Letícia Martins/Guarani Press)

“O ataque ganha jogos, a defesa ganha campeonatos”. A frase é de Phil Jackson, técnico onze vezes campeão da NBA, e tem servido de ensinamento para o Guarani durante a Série A2 do Paulista. Dono de um dos ataques mais positivos do campeonato, ao lado do Nacional, com 19 gols marcados, o Bugre tem conquistado pontos graças a essa força ofensiva, mas sabe que, quando o torneio afunilar de vez, será preciso excelência como um todo. Por isso, o tempo disponível para o time treinar após a vitória sobre o Audax serviu para muita conversa e correções do sistema defensivo. E o Alviverde, que foi vazado nos últimos cinco jogos, espera colocar em prática, contra o Rio Claro, neste domingo, tudo o que foi trabalhado.

Até o momento, o Guarani sofreu 11 gols em nove rodadas e é unanimidade dentro do clube que a maioria desses tentos foram originados mais por erros da equipe (posicionamento, cobertura, recomposição) do que propriamente méritos dos adversários. Tal situação incomoda bastante jogadores e comissão técnica, que procuraram usar a semana cheia para, com muita conversa, coibir essas dificuldades.

“Aproveitamos o tempo da semana cheia mostrando vídeos, conversando individualmente e por setores, e tendo um trabalho com intensidade no campo para ter ajustes. Precisamos tirar opções de ataque do adversário, ter um balanço defensivo mais ajustado, a marcação mais agressiva e encurtando espaços”, explica o técnico Umberto Louzer. “Procuramos dar ênfase a esses três modelos com conversa, vídeos e trabalho diário. Buscamos corrigir a primeira linha defensiva, mas também cobrando a linha de frente. É ali que começa a minha fase defensiva”.

O treinador voltou a dar respaldo aos defensores, principalmente o criticado zagueiro Lucas Kal, e ressaltou que a responsabilidade da marcação é de todos os atletas. “Pela dinâmica e intensidade que existem hoje em dia, todos têm que ser participativos. Com a compactação e o tamanho do campo, não dá para ter um atleta fora de função. Todos precisam participar do momento defensivo e ofensivo. Fazendo isso, nossas execuções são facilitadas”.

Enquanto o ataque vai resolvendo as coisas para o time, Louzer tem tempo para fazer os ajustes necessários na retaguarda bugrina, mas ele admite que essa melhora precisa ser apresentada o quanto antes. “O Guarani ainda não conseguiu o primeiro objetivo, precisa de amadurecimento e um jogo mais consistente na fase defensiva para criar casca e aí, nos dois jogos do mata-mata, ter esses detalhes minimizados”.

O Bugre, que não passa um jogo sem ser vazado desde a vitória por 3 a 0 sobre o Água Santa, pela quarta rodada, terá a possibilidade de mostrar essa esperada evolução defensiva no jogo contra o Rio Claro, neste domingo, às 17h, no Brinco de Ouro. O resultado positivo em casa leva o time aos 21 pontos e deixa o Alviverde ainda mais perto do mata-mata que define o acesso.

 

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